quarta-feira, 1 de junho de 2011

CONTOS HUMORISTICOS DE LÉON ELIACHAR

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O JUDEU


Faltavam apenas 6 cruzeiros e 50 centavos para ele descer do táxi.
Já eram 80 cruzeiros da noite e ele ainda, não havia feito um bom
negócio. Entrou num restaurante e comeu 18 cruzeiros; tomou 08
centavos de café e saiu 10% mais tarde. Na rua encontrou uma
belíssima mulher, trajada com 48 000 cruzeiros de jóias. Há mais de 2
milhões de cruzeiros que não via uma mulher tão elegante. Convidou-
a para um cinema. Ela regateou um pouco, mas por fim cedeu.
Sentaram-se primeiro numa confeitaria e bateram um papo de 25
cruzeiros. Depois assistiram a 12 cruzeiros de CinemaScope:
namoraram 6 cruzeiros de entrada e o resto a longo prazo. Um dia,
decorridos 85 000 cruzeiros de vida em comum — terminaram tudo, à
vista.

OS SEIS GANGSTERS DE CHICAGO

O primeiro gangster chegou na janela, apontou a metralhadora
para a rua: BANG — BANG — BANG — BANG — BANG — BANG —
BANG — BANG — BANG — BANG!
O segundo gangster escondeu-se atrás do prédio da esquina e
reagiu imediatamente: BENG — BENG — BENG — BENG — BENG
— BENG — BENG — BENG -- BENG!
O terceiro gangster surgiu no prédio em frente e começou a atirar:
BING — BING — BING — BING — BING — BING ---- BING ----
BING — BING — BING — BING!
Foi quando se ouviu, lá no terraço, o quarto gangster em ação:
BONG — BONG — BONG — BONG — BONG — BONG — BONG —
BONG — BONG — BONG -- BONG!
O quinto gangster saiu do banco empunhando a sua metralhadora
de mão e atirou nos policiais que cercavam o prédio: BUNG — BUNG
— BUNG — BUNG — BUNG — BUNG — BUNG — BUNG —
BUNG — BUNG — BUNG!
O sexto gangster ficou completamente impassível porque não
havia mais vogais.

QUARTO DE HOTEL

Quando o gerente, atendendo à reclamação dos outros hóspedes,
chegou à porta do 505, ouviu exatamente" um homem" e uma mulher
falando em voz alta. Dizia o homem: "meu amor", respondia a mulher:
"my love"; dizia o homem "minha querida", respondia a mulher "my
darling"; dizia o homem "minha vida", respondia a mulher "my life";
dizia o homem "meu sonho", respondia a mulher "my dream". Foi aí
que o gerente^se irritou, usou a chave-mestra, invadiu o apartamento
para tomar uma atitude. Foi então que o gerente ficou com uma cara
deste tamanho, quando o professor pediu licença à sua aluna e lhe
perguntou se também queria aprender inglês.

A MÁQUINA

Diante do gigante de aço, um homem gesticulava:
— Como o senhor está vendo, esta máquina faz tudo ao mesmo
tempo. Este tubo aqui exala um ar quente que, em contato com o
monóxido de carbono que passa por esse outro tubo, impulsiona
esse pequeno gancho que fricciona essa pedrinha aqui, provocando a
faísca que inflama o combustível. Este desce por esse cano e vai
impulsionar os motores que giram a uma velocidade de 3 728 rotações
por segundo. Estes pratos provocam um calor que movimenta estes
motores que funcionam a jato, enquanto que este dínamo gera
eletricidade própria. Tudo funcionando normalmente, produz um
resultado consideravelmente satisfatório, pois essa máquina fabrica
1100 pães de forma por minuto, 350 mostradores de relógios, 810
alfinetes de cabeça, 25 máquinas de escrever, 986 cabos de vassoura,
além de pequenos pares de peças para aviões bimotores.
O visitante ficou boquiaberto:
— Mas isso é fantástico! E como é que se faz funcionar essa
máquina?
O inventor esfregou as mãos de contente e respondeu:
— Muito simples. Basta apertar esse botãozinho aqui.
O visitante, cheio de curiosidade, quase que implorando:
— Então, o senhor podia me dar uma demonstraçãozinha?
O inventor, mudando a fisionomia, completamente triste:
— Infelizmente ainda não descobri como fazer funcionar este
maldito botão.

A DÚVIDA

O marido já não acreditava mais naquela história de dentista.
Primeiro, era uma vez por semana, depois passou a três e agora era
todo dia.
A desculpa não variava nunca:
— Querido, hoje vou ao dentista.
Foi por isso que resolveu tirar tudo a limpo. Quando a esposa se
arrumou e saiu, ele resolveu segui-la. Meia hora depois entrava num
prédio, pegava um elevador e entrava num consultório de dentista. Foi
aí que ele passou a dormir calmamente e a viver tranqüilo. E foi aí que
ela passou a ter mais liberdade de traí-lo com o dentista.

O ENCONTRO

O telefone tocou, ele atendeu, marcaram encontro. Fez a barba,
tomou banho, vestiu-se. Há uma semana que não via a noiva e hoje
era domingo, dia de ir ao cinema com ela. Apertou o botão, esperou o
elevador, desceu, alcançou a rua e foi esperar o ônibus. Fez baldeação
e chegou lá duas horas depois. Meyer. Ainda teve de esperar quarenta
minutos para que ela acabasse de se arrumar. Sua futura sogra serviu-
lhe um cafezinho na varanda, seu futuro sogro conversou com ele
sobre a situação internacional, depois leu um jornal, depois ela
apareceu. Saíram apressados. O cinema era logo ali na esquina. Foram
correndo. Ele entrou na fila e ela ficou esperando perto da portaria.
Trinta e oito minutos depois ele apareceu com os ingressos na mão.
Entraram. No salão escuro o vagalume indicou: "um lugar". Ela então
correu e sentou.

A MULHER EXEMPLAR

Antes de tudo, linda. Esbelta. Elegante. Um olhar inteligente.
Lábios frescos, bem vermelhos. Pele rosada. Cabelos castanho-claros.
Jóias caríssimas. Não fumava. Não bebia. Não jogava. Centenas de
pessoas paravam para admirá-la. Era discutida. Na maioria das vezes
elogiada. Enaltecida. Permanecia impassível. Indiferente. Seus olhos
azuis pareciam brilhar de orgulho. Incapaz de dar um sorriso para
quem quer que a fitasse. Era um quadro.

VIOLÊNCIA

Segurou a moça pelo braço e fê-la deitar-se. Depois deu-lhe vários
puxões no pescoço. Ela gritou. Ele não teve a menor reação. Passou a
dar-lhe tapas no rosto. Ela tentou retirar-se, mas ele segurou-a
violentamente e colocou-a de costas. Puxou-lhe as pernas, os braços, e
começou a dar-lhe socos nas costas. Depois de algum tempo, disse
apenas:
— Agora pode ir.
Era massagista.
































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