sexta-feira, 15 de julho de 2016

O GORDO E SUAS CONTRADIÇÕES


O gordo não engorda ele simplesmente não emagrece. 
Para muitos gordos se perder cem quilos não vai fazer dele magro, mas para um magro perder cem quilos é simplesmente desaparecer.
A diferença do gordo para o magro na hora de comer é que o magro pergunta o que há de comer e gordo come depois é que pergunta o que foi que ele comeu.
Mandar um gordo correr é um disparate o maximo que ele pode fazer é andar em passos largos mesmo assim correndo o risco de ter um infarte.
Eu sempre digo quando emagrecer pode agradecer a Deus, foi milagre eu nada fiz pra isso.



sábado, 31 de agosto de 2013

EMOÇÃO SENTIMENTO TÃO COMPLEXO



Todos nos somos reféns de nossas próprias emoções. Rotulam as pessoas de maluca, de maconheiro, de beberão, ou de coisas que as pessoas fazem, mas se esquecem que por trás de todos os grandes pecados ou erros humanos existem uma dose grande de emoção muitas vezes contida por trás dos vícios ou por trás da agressividade seja falada ou da brutalidade carnal.
Há por isso duas formas das pessoas expressarem as suas emoções.
Quando a pessoa é mais contida ela acaba refletindo as suas mágoas nas bebidas, drogas ou cigarros. E quando ela é mais desinibida ela acaba não se controlando e deixando transparecer suas emoções por meio de discursão ou até descontrole emocional. na verdade todos nos somos descontrolados emocionais, mesmos os mais contidos que muitas vezes não bebem ou tem nenhum vicio, mais de qualquer maneira sempre existira uma forma de demostrar nossa intraquilidade nessa problemática existência que todos nos estamos incumbidos de viver.
Os sentimentos é a condição mais difícil de se controlar. 
O homem controla tudo com relativo sucesso o dinheiro, o trabalho. Mas a relação pessoal fica sempre difícil de compreensão. Por isso é tão difícil a relação entre pais e filhos, entre o homem e mulher, entre os irmãos.
Quem já viu star treek ou Jornada nas estrelas, e se deparou com o personagem Spock. Um homem que vivia em meio a lógica e que queria por lógica em suas emoções ou tentar explicar emoções e que sempre no fim dos episodios o faziam se sentir um ignorante ao ter entender que no tocante as emoções ele perdia completamente a lógica.
No dia que o homem entender que os seres humanos são seres extremamente emotivos e que não há lógica nas emoções então as pessoas serão mais compreesivas uma com as outras. E vão deixar de serem pessoas insensiveis no tocante aos outros.
As pessoas falam de amor mais não entendem que o amor só se apresenta quando se olha para a emoção do outro, quando se tenta entender o que seu semelhante sente e não o que você quer da pessoa.
Se as pessoas pessarem mais um pouco em vez de responderem ao acontecimento bruscamente, haverá menos acidentes no transito, menos assassinatos.
Muitas vezes não entendemos o nosso tempo de emoção. Tem pessoas que remoem por dias um acontecimento, tem outros que digerem mais rápido. Eu por exemplo explodo com facididade mas se eu conseguir fugir ao confronto eu consigo me recompor e muitas vezes me arrempendo do ropante de momento.
O que é importante é que as pessoas pessem mais no vão fazer.
É nescessário não deixar que a emoção seja mais forte que a razão pois a razão tem que estar junto com a emoção.







terça-feira, 24 de abril de 2012

AS EVIDENCIAS DA NOVELA AVENIDA BRASIL





Ao ver a novela Avenida Brasil, algumas coisas para mim ficam evidentes, por exemplo:


Carminha(Adriana Esteves ) é filha de Lucinda (Vera Horltz) e foi criada no lixão, ali deve ter conhecido o amante Max ( Marcelo Novaes ). Por isso que Lucinda não quer que a Nina se vingue da própria filha. Lucinda já foi presa por assassinato, isso já é quase confirmado por Nilo nos últimos capitulos, o que deve ter feito Carminha ter convivido muito com Nilo e com Max, que tem um envolvimento com Nilo bem grande. Nilo pode ser pai de Max, porque Max nem conversa com Lucinda e sim com Nilo.


Mais a evidencia maior na novela é que Jorginho é filho legitimo de Carminha e portanto neto de Lucinda. Isso ficou claro no capitulo da festa de aniversário de casamento de Carminha e Tufão, em que Jorginho pergunta a Carminha sua mãe adotiva, se ela é a sua mãe? O que pretendia Jorginho com a sua pergunta? É lógico, que Carminha ao casar com Genésio já tinha Jorginho e que deixou o menino no lixão para ser criado por Lucinda como um menino a mais de criação.


É evidente também que Jorginho sabe que Carminha é a sua verdadeira mãe, por isso , a pergunta, se ela Carminha era a sua mãe, porque ele não gostaria apenas que Carminha o adotasse, mais que o assumisse como filho legitimo que ele é, afinal ele foi jogado em um lixão para ser criado como filho sem mãe.


Quando Nina descobrir que Jorginho ou Batata, é filho legitimo de Carminha, ai começará o verdadeiro conflito da novela. Como se vingar da mãe biológica do seu amado?




E o mais evidente que Carminha acabará a novela muito bem como uma politica consagrada e não se dará mal no fim.

sábado, 31 de março de 2012

FÁBULAS FABULOSA DE MILLÔR FERNANDES





O gato e a barata

A baratinha velha subiu pelo pé do copo quase cheio de vinho, que tinha sido largado a um canto da cozinha, desceu pela parte de dentro e começou a lambiscar o vinho. Dada a pequena distância, que nas baratas vai da boca ao cérebro, o álcool lhe subiu logo a este. Bêbada, a baratinha caiu dentro do copo. Debateu-se, bebeu mais vinho, ficou mais tonta, debateu-se mais, bebeu mais, tonteou mais e já quase morria quando deparou com o carão do gato doméstico que sorria de sua aflição, no alto do copo.
- Gatinho, meu gatinho – pediu ela –, me salva, me salva. Me salva que assim que eu sair eu deixo você me engolir inteirinha, como você gosta. Me salva. - Você deixa mesmo eu engolir você? – disse o gato. - Me saaalva! – implorou a baratinha. – Eu prometo.
O gato virou o copo com uma patada, o líquido escorreu e com ele a baratinha que, assim que se viu no chão, saiu correndo para o buraco mais perto, onde caiu na gargalhada. - Que é isso? – perguntou o gato. – Você não vai sair daí e cumprir sua promessa? Você disse que deixava eu comer você inteira.
- Ah, ah, ah! – ria então a barata, sem poder se conter. – E você é tão imbecil a ponto de acreditar na promessa de uma barata velha e bêbada?

Moral: Às vezes a auto depreciação nos livra do pelotão



Cão! Cão! Cão!

Abriu a porta e viu o amigo que há tanto não via. Estranhou apenas que ele, amigo, viesse acompanhado de um cão. O cão não muito grande mas bastante forte, de raça indefinida, saltitante e com um ar alegremente agressivo. Abriu a porta e cumprimentou o amigo, com toda efusão. "Quanto tempo!". O cão aproveitou as saudações, se embarafustou casa adentro e logo o barulho na cozinha demonstrava que ele tinha quebrado alguma coisa.
O dono da casa encompridou um pouco as orelhas, o amigo visitante fez um ar de que a coisa não era com ele. "Ora, veja você, a última vez que nos vimos foi..." "Não, foi depois, na..." "E você, casou também?" O cão passou pela sala, o tempo passou pela conversa, o cão entrou pelo quarto e novo barulho de coisa quebrada. Houve um sorriso amarelo por parte do dono da casa, mas perfeita indiferença por parte do visitante. "Quem morreu definitivamente foi o tio... você se lembra dele?" "Lembro, ora, era o que mais... não?"
O cão saltou sobre um móvel, derrubou o abajur, logo trepou com as patas sujas no sofá (o tempo passando) e deixou lá as marcas digitais de sua animalidade. Os dois amigos, tensos, agora preferiam não tomar conhecimento do dogue. E, por fim, o visitante se foi. Se despediu, efusivo como chegara, e se foi. Se foi.
Mas ainda ia indo, quando o dono da casa perguntou: "Não vai levar o seu cão?" "Cão? Cão? Cão? Ah, não! Não é meu, não. Quando eu entrei, ele entrou naturalmente comigo e eu pensei que fosse seu. Não é seu, não?
"
Moral: Quando notamos certos defeitos nos amigos, devemos sempre ter uma conversa esclarecedora.



A sopa de pedras

Quando terminou a guerra dos farrapos de Canudos, uma guerra dessas aí!, Serapião Pintumba perambulou por muito tempo no sertão. Á proporção que perambulava, penetrava, e, penetrando, sua miséria aumentava – pois o interior fazia as cidades empobrecerem com ele. Até que um dia chegou a uma aldeia de casas de taipa, distante de tudo, isto é, próxima de nada. Serapião bateu numa porta e pediu um pedaço de pão. Foi escorraçado. Bateu noutra porta, pediu um pedaço de queijo de cabra. Foi chutado. Bateu em outra porta e pediu um pedaço de rapadura. Foi cuspido. Bateu em outra porta e pediu uma lata velha. Foi atendido. Aí, Serapião se acocorou no meio da praça, fez uma trempe, botou a lata em cima e ficou esperando o destino. O destino, como sempre, juntou uns curiosos: “Que qui tu ta fazendo aí, Serapião Maluco?” perguntaram. “Uma sopa”, disse Serapião. “Tô veno nada”, criticou um velho crítico de sopas local. “Tão marranja água que cê vai vê”, disse Serapião. Arranjaram água pro Serapião, e fogo, e ele, assim que a água pegou uma fervura, jogou duas pedras dentro da lata e ficou lá mexe que mexe com um pau. “Que sopa é essa?”, veio a próxima pergunta. “Sopa de pedra”, disse Serapião. “De peeeeeedra?”, espantaram-se os habitantes da aldeia, em uníssono. “E pode sopa de pedra? Nóis num cômi sopa aqui tem mais di méis. Si dava para fazê sopa di pedra, a gente toda tava toda limentada.” Um demagogo presente aproveitou a dúvida no ar e vociferou: “É como os eternos leguleios, eternos prometedores de miragens, embaindo o povo do sertão com falácias infantis, acenando para o povo com soluções miríficas enquanto palacianos governosos se locupletam com suas gordas mordomias. Mas mesmo esses profissionais do engodo jamais pensaram em proposta de solução alimentar tão estapafúrdia!” Tomou ar e perguntou noutro tom: “Que é que você pretende exprimir, dialeticamente, com sopa de pedra?” “Bem”, respondeu Serapião, um tanto intimidado, a sopa pode sê só di pedra, né?, e inté qui sai boa. Mas se ocês mi arranja um picadinho de tocinho, um pezinho di cove, um naquinho di rapadura, aí dava muito in mió, né memo?” “Qué qui há, Maneco, sem essa!”, disse então um pau-de-arara que tinha trabalhado em Ipanema durante seis meses, pendurado num edifício da Vieira Souto, e por isso era considerado o grã-fino da aldeia. “Sopa de pedra é sopa de pedra! Não vem com subsídios que aqui não tem disso não. Você falou em sopa de pedra; vai ser sopa de pedra! Pessoal, todo mundo fazendo sopa de pedra aí na praça!” Em poucos minutos, a praça estava cheia de panelas, caldeirões, chaleiras, terrinas e latas fervendo com pedras. E cada um já procurava fazer sua sopa melhor que a do vizinho, com um sabor diferente: rocha, granito, sílex, calcário, pedra-pomes, basalto, pedra-sabão, pedra-ume, pedregulho. Mas terminou tudo numa grande decepção. Nenhuma das sopas de pedra tinha o menor gosto de sopa. Pior ainda – não tinha nem gosto de pedra. Foi aí que um caboclo mais imaginoso descobriu a única utilidade da pedra capaz de, naquele momento, satisfazer a todos os habitantes da aldeia. Tacou um paralelepípedo na cabeça de Serapião, que caiu ali mesmo e logo foi apedrejado por todo mundo, morrendo dilapidado.

Como na Bíblia.

Moral: Não se deve abusar da miséria do povo; ele acaba ficando empedernido.

O grande sábio e o imenso tolo


Por um acaso do destino, um velho e sábio professor e um jovem e estulto aluno se encontraram dividindo bancos gêmeos num ônibus interestadual. O estulto aluno, já conhecido do sábio professor exatamente por sua estultície, logo cansou o mestre com seu matraquear ininterrupto e sem sentido. O professor aguentou o quando pôde a conversa insossa e descabida. Afinal, cansado, arranjou, na sua cachola sábia, uma maneira de desativar o papo inútil do aluno. Sugeriu:
- Vamos fazer um jogo que sempre proponho nestas minhas viagens. Faz o tempo passar bem mais depressa. Você me faz uma pergunta qualquer. Se eu não souber responder, perco cem pratas. Depois eu lhe faço uma pergunta. Se você não souber responder, perde cem.
- Ah, mas isso é injusto! Não posso jogar esse jogo – disse o aluno, provando que não era tão tolo quanto aparentava -, eu vou perder muito dinheiro! O senhor sabe infinitamente mais do que eu. Só posso jogar com a seguinte combinação: quando eu acertar, ganho cem pratas. Quando o senhor acertar, ganha só vinte.
- Está bem – concordou o professor – pode começar.
- Me diz, professor – perguntou o aluno , o que é que tem cabeça de cavalo, seis patas de elefante e rabo de pau?
O professor, sem sequer pensar, respondeu:
- Não sei; nem posso saber! Isso não existe.
- O senhor não disse se devia existir ou não. O fato é que o senhor não sabe o que é – argumentou o aluno – e, portanto, me deve cem pratas.
- Tá bem, eu pago as cem pratas – concordou o professor pagando -, mas agora é minha vez. Me diz aí: o que é que tem cabeça de cavalo, seis patas de elefante e rabo de pau?
- Não sei – respondeu o aluno. E, sem maior discussão, pagou vinte pratas ao professor.

Moral: A sabedoria, nos dias de hoje, está valendo 20% da esperteza.

Hierarquia


Diz que um leão enorme ia andando chateado, não muito rei dos animais, porque tinha acabado de brigar com a mulher e esta lhe dissera poucas e boas (1).
Eis que, subitamente, o leão defronta com um pequeno rato, o ratinho mais menor que ele já tinha visto. Pisou-lhe a cauda e, enquanto o rato forçava inutilmente pra escapar, o leão gritava: "Miserável criatura, estúpida, ínfima, vil, torpe: não conheço na criação nada mais insignificante e nojento. Vou te deixar com vida apenas para que você possa sofrer toda a humilhação do que lhe disse, você, desgraçado, inferior, mesquinho, rato!" E soltou-o .
O rato correu o mais que pode, mas, quando já estava a salvo, gritou pro leão: "Será que V. Excelência poderia escrever isso pra mim? Vou me encontrar com uma lesma que eu conheço e quero repetir isso pra ela com as mesmas palavras!" (2)
(1) Quer dizer: muitas e más.
(2) Na grande hora psicanalítica, que soa para todos nós, a precisão de linguagem é fundamental.

MORAL: Afinal ninguém é tão inferior assim.

SUBMORAL: Nem tão superior, por falar nisso.

A jatobá e os juncos


Um magnífico Jatobá vivia a sua vida galhofeira (1) cercado de uma multidão de juncos farfalhantes, à beira de um riacho riachante. Orgulhoso de sua imensa copa, ele a abanava a todos os ventos de todas as partes e, de vez em quando, é natural, aproveitava para fazer uma sombra indevida aos juncos que lhe ficavam em volta (2). Os juncos, às vezes, querendo saber onde andava o sol pra calcular em quanto tempo iriam se livrar do destino sombrio, perguntavam ao imenso Jatobá: “Que horas são, amigo?” “Eu não sou amigo e não digo horas pra juncos encharcados”, respondia invariavelmente o Jatobá. Os juncos, humolhados (3), voltavam ao seu farfalho humilde, enquanto o Jatobá apregoava aos grandes companheiros das matas a glória de sua cabeleira centenária. A vida é assim.

Mas lá chega o dia...

Esse dia foi de noite. Um vendaval daqueles de derrubar até torres de arranha-céu, se arranha-céu já existisse. O Jatobá, cuja imensa galhada oferecia uma resistência gigantesca (4) às forças da natureza, veio ao chão num estrondo assustador. O chefe dos juncos, vendo aquele desastre com o gigante, gritou sabiamente pro seu grupo: “Não resistam! Agachem-se!” (5).

Tombado, o Jatobá foi arrastado pela corrente do riacho até uma serraria, onde imediatamente o transformaram em magníficas cadeiras de jacarandá. Mas os juncos, que riam satisfeitos, dançando ao sol da manhã de abril, sem a cobertura do Jatobá foram logo descobertos por empalhadores, que os arrancaram a todos e os utilizaram para empalhar cadeiras.

Espicaçados pelo vírus da filosofia, os juncos não resistiram e perguntaram a uma cadeira: “Você sabe explicar por que a queda dos poderosos é mais terrível do que a dos mais fracos, mas no fim todo mundo cai?” E a cadeira respondeu sem hesitar: “Eu não falo com junco!”.

MORAL: Orgulho não adianta; sempre se acaba com a bunda de alguém em cima.

1 – Cheia de galhos, e gozadora.
2 – Afinal, de que vale nossa alegria sem a infelicidade alheia?
3 – Quer dizer, amargurados dentro d’água.
4 – Quinta lei de dinâmica da prepotência.
5 – Segundo parágrafo do artigo primeiro da lei da sobrevivência política.

A sorte e o azar


Sexta-feira da Paixão, a menininha acordou, cheia de alegria, foi pra janela do barraco e meteu os peitos no último pagodão romântico, composto pela dupla Depardiê Belmondô e Marlon Bochecha (1). A mãe, assustada, gritou:

- Pára com isso, Tardiosa! Neste dia só se canta música sacra, menina! – E como a menina não ligasse, a mãe sentenciou: - Deus castiga quem canta o que você está cantando, você vai ver só! Pára com isso!
Pois nesse exato momento aí, ia passando pela frente do barraco Maurice Gerard, diretor do Olimpiá (2):
- Que voz, menina!
E a menina, delicadíssima, respondeu:
- Percebo que messiê não sabe bem português; vós não sinhô, pode me tratar de você!

Gerard corrigiu:
- Sei português muito bem, estou falando mesmo de tua voz magnífica, e vou te contratar pra cantar no Olimpiá! (3) Toma aqui dez mil dólares por conta e entra aí em meu Porsch, que vou passar um fax pra Paris, enquanto você assina o contrato prum circuito de um ano na Europa, França e Bahia. 

A menina assinou o contrato, contentíssima. E a mãe, que já tinha aprovado, assinou como testemunha. A menina, antes de entrar no carrão, saiu saltitante, já cantando em francês, não viu o buraco, caiu e ficou gemendo de dor, com o pé torcido, talvez quebrado. 
- Viu? – disse a mãe – Eu não falei que cantar música profana na Sexta-feira da Paixão, Deus castiga?

MORAL: Todo vaticínio é relativo ou Botar a boca no mundo é perigoso.
1 - A influência estrangeira na MPB continua cada vez maior. Apesar dos nomes, ambos os compositores são negros. 
2 - Aquele mesmo que convidou pra cantar lá a cigarra, da Cigarra e a Formiga, só pra desmoralizar La Fontaine. 
3 - Ou ela, ou eu, alguém está copiando a vida da Piaf - em preto e branco.



O Leão e o Rato



Depois que o Leão desistiu de comer o rato porque o rato estava com espinho no pé (ou por desprezo, mas dá no mesmo), e, posteriormente, o rato, tendo encontrado o Leão envolvido numa rede de caça, roeu a rede e salvou o Leão (por gratidão ou mineirice, já que tinha que continuar a viver na mesma floresta), os dois, rato e Leão, passaram a andar sempre juntos, para estranheza dos outros habitantes da floresta (e das fábulas). E como os tempos são tão duros nas florestas quanto nas cidades, e como a poluição já devastou até mesmo as mais virgens das matas, eis que os dois se encontraram, em certo momento, sem ter comido durante vários dias. Disse o Leão:

- Nem um boi. Nem ao menos uma paca. Nem sequer uma lebre. Nem mesmo uma borboleta, como hors-d'oeuvres de uma futura refeição.

Caiu estatelado no chão, irado ao mais fundo de sua alma leonina. E, do chão onde estava, lançou um olhar ao rato que o fez estremecer até a medula. "A amizade resistiria à fome?" - pensou ele. E, sem ousar responder à própria pergunta, esgueirou-se pé ante pé e sumiu da frente do amigo(?) faminto. Sumiu durante muito tempo. Quando voltou, o Leão passeava em círculos, deitando fogo pelas narinas, com ódio da humanidade. Mas o rato vinha com algo capaz de aplacar a fome do ditador das selvas: um enorme pedaço de queijo Gorgonzola que ninguém jamais poderá explicar onde conseguiu (fábulas!). O Leão, ao ver o queijo, embora não fosse um animal queijífero, lambeu os beiços e exclamou:

- Maravilhoso, amigo, maravilhoso! Você é uma das sete maravilhas! Comamos, comamos! Mas, antes, vamos repartir o queijo com equanimidade. E como tenho receio de não resistir à minha natural prepotência, e sendo ao mesmo tempo um democrata nato e confirmado, deixo a você a tarefa ingrata de controlar o queijo com seus próprios e famélicos instintos. Vamos, divida você, meu irmão! A parte do rato para o rato; para o Leão, a parte do Leão.

A expressão ainda não existia naquela época, mas o rato percebeu que ela passaria a ter uma validade que os tempos não mais apagariam. E dividiu o queijo como o Leão queria: uma parte do rato, outra parte do Leão. Isto é: deu o queijo todo ao Leão e ficou apenas com os buracos. O Leão segurou com as patas o queijo todo e abocanhou um pedaço enorme, não sem antes elogiar o rato pelo seu alto critério:

- Muito bem, meu amigo. Isso é que se chama partilha, Isso é que se chama justiça. Quando eu voltar ao poder, entregarei sempre a você a partilha dos bens que me couberem no litígio com os súditos. Você é um verdadeiro e egrégio meritíssimo! Não vai se arrepender!
E o ratinho, morto de fome, riu o riso menos amarelo que podia, e ainda lambeu o ar para o Leão pensar que lambia os buracos de queijo. E enquanto lambia o ar, gritava, no mais forte que podiam seus fracos pulmões:
- Longa vida ao Rei Leão! Longa vida ao Rei Leão!
MORAL: Os ratos são iguaizinhos aos homens.







domingo, 25 de março de 2012

ATÉ QUE ENFIM ACABOU FINA ESTAMPA



Ao acabar a novela Fina Estampa, eu percebo que gostei da novela, mas não gostei do final e nem do enredo muito forçado.
A mistura de uma vilã cômica ( Tereza Cristina ) com a maldade gratuita, somada aos seus hilários empregados: Crô, gay bom que fazia tudo que a sua rainha queria, menos se comprometer nas maldades dela, não me passou sinceridade e sim forçação de barra do autor, o motorista Baltazar que sim poderia ser cúmplice da madame no começo, por ser espancador da mulher, acabou sendo um personagem confuso que oscilou entre o bom moço e o cafajeste. A empregada tão menosprezada por todos acaba demostrando uma inteligencia no final que não teve a novela inteira.


Tereza Cristina, só demonstrou que era louca, coerente nunca, foi manipulada pela suposta tia e acabou cometendo crimes por motivo torpe porque mesmo rica poderia ter nascido de uma empregada e acabou querendo uma vingança de uma pessoa gratuitamente que nem no final ficou com seu marido que foi a Griselda.


O final então foi horrível, tudo copiado de novelas do autor, uma tristeza. 
 

A própria Tereza Cristina, só sabia jogar as pessoas da escada, a alusão cópia de Senhora do Destino, e no final não joga o ventilador na piscina mais sim um secador na banheira do Ferdinand, que final deprimente e sem criatividade.


Do mesmo modo que Pereirinha sumiu na primeira vez ele some no final que repeteco deprimente.


O final foi muito forçado muito rápido. O maior mistério da novela que seria quem era o namorado do Crô, acabou sendo um repeteco de Tieta do Agreste , quer dizer , ficamos a novela toda querendo saber e no final ficamos no hora veja, que tristeza.


Vamos ver se a próxima novela será mais coerente e que a gente possa ter todas as resposta no final, que é pelo menos a maior justiça que o autor da novela pode ter com o seu telespectador.

sábado, 24 de março de 2012

CHICO ANYSIO EM FIM JUSTIÇADO PELA GLOBO



Chico Anysio nos deixa e nos deixa saudades. E aqui fico vendo as homenagens da Rede Globo para aquele que foi o maior humorista da emissora, e fico lembrando que a Rede Globo, desde 1995 com o fim de Chico Anysio Show ( que foi o primeiro programa humorístico a usar o videoteipe já em 1960 permitindo que Chico Anysio contracenasse com ele mesmocomeçaram a restringir os programas de Chico.


Como ele era contratado da emissora permanentemente tentaram enfia-lo nos Trapalhões em 1984 mas claro que não daria certo Renato Aragão e Chico juntos, e então inventaram uma saída colocaram ele como ator, claro que em uma novela humorística, 




Que rei sou eu? de 1989 com um personagem rídiculo chamado Taji Namas essa novela colocou outros atores humorísticos como convidados que estavam na geladeira como Dercy Gonçalves, Tonico Pereira, Cazarré, Milton Gonçalves entre outros.


Devo aqui salientar que Chico Anysio só foi contratado da Rede Globo em 1971 porque estava fazendo grande sucesso com o Chico Anysio Show, mesmo assim ele não teve o programa dele imediatamente. 




Para extreiar na Globo inventaram um programa para ele que se chamava ´´ Você tem tempo tempo `` que ao contrário do nome não tinha muito tempo só uns quinze minutos depois do Jornal Nacional.






Ai Chico inventou uma novelinha cômica no mesmo horário chamada ´´ Linguinha x Mr Yes``no qual ele fazia os dois personagens principais que era o Linguinha e o seu pai o Linguote.A novelinha atingiu altos índices de audiência da tv na época. O sucesso foi tanto que a Som Livre lançou, em novembro de 1971, o LP com temas do programa.


Com esse sucesso todo, não teve como a Rede Globo não produzir o Programa Chico City, de 1973 até 1980.Com o sucesso ele criou uma outra novelinha em 1975, Azambuja & Cia. que não teve tanto sucesso quanto Linguinha.








Depois que acabou Chico City, ele ficou parado por dois anos até que produziu o programa Chico Anysio Show que foi de 82 até 90 , ai ele caiu no ostracismo fazendo papeis cômicos até ter a idéia de fazer um programa que pudesse colocar alguns atores cômicos que estavam na geladeira ao mesmo tempo.


A Escolinha do Professor Raimundo que não era uma idéia nova ( já que Professor Raimundo foi o primeiro personagem de Chico Anysio e que entrava em alguns programas da emissora , como o humorístico Balança mais não cai que foi o primeiro programa da rede globo que Chico se apresentou e que tinha como alunos os saudosos Zé Trindadade e a estréia de Mussum ) 



A ideia de transformar o quadro em programa solo foi de Chico Anysio. Sem a supervisão da Rede Globo. Estreou no dia 4 de agosto de 1990, com direção de Cassiano Filho, Paulo Ghelli e Cininha de Paula. Gravado inicialmente nos estúdios da antiga TV Tupi, na Urca, e depois na Cinédia e nos estúdios do Renato Aragão, todos no Rio de Janeiro, a Escolinha ia ao ar aos sábados, às 21h30 da noite. Estreou com vinte alunos, e a partir de 29 de outubro, com a adição de mais três, passou a ser exibida de segunda a sexta-feira, às 17h30 da tarde.
No dia 11 de junho de 1992 foi ao ar o programa de número 500. A Escolinha parou de ser exibida aos sábados, passando para as noites de quarta-feira, mas depois de um tempo a mudança foi desfeita. Já então o elenco contava com 37 atores, entre alunos e personagens de apoio.
Em 1995 as edições vespertinas começaram a ser reprisadas. O programa de sábado passou a ser transmitido às quartas-feiras, voltando para o sábado e indo parar até nas tardes de domingo, reflexo da queda inevitável de audiência - talvez devido à super exposição do formato, exibido seis vezes por semana durante cinco anos ininterruptos. Como as mudanças não deram resultado, a Escolinha saiu do ar em maio de 1995.
Em 1999, Chico Anysio decidiu levar a Escolinha pelos teatros do Brasil e sua turnê teve o pontapé inicial dado em 8 de outubro de forma gratuita no Shopping Grande Rio, em São João de Meriti, no Rio de Janeiro. No mesmo ano voltou a ser exibida na Rede Globo, agora como quadro do programa Zorra Total, permanecendo no ar até outubro de 2000.
Uma última temporada, novamente como programa solo e com 25 minutos de duração, foi exibida de segunda a sexta-feira entre março e dezembro de 2001.
Extraído da Wikipédia.

Ao mesmo tempo ele trabalhou na supervisão dos Trapalhões e fez o programa Som Brasil sendo apresentador.
Em 1991, criou os Estados Unidos de Chico City e quatro anos depois Chico Total .
AI, no mesmo ano, começou as sua fase de ator de novelas, fez Engraçadinha,alguns quadros no Zorra Total e Terra Nostra.
Ai a Globo deu a ele a última oportunidade de um programa solo o Belo e as Feras, que durou 4 meses em 1999.



Dai em diante ele era um tipo de tapa buraco em novelas como coadjuvante. Em Sitio do Picapau Amarelo e outras. 
E agora a Globo News , mostra com orgulho toda hora os melhores momentos desse ator que deveria ser mais honrado quando vivo pela emissora.E o própio Chico dizia que o humorista é insubstituivel mais sera que a Rede Globo acredita mesmo nisso já que substituiu Chico pelo Zorra Total e até mesmo pelos Cassetas.



sexta-feira, 23 de março de 2012

PORQUE OS FAMOSOS NÃO GOSTAM DE MOSTRAR A CARECA ?


 



Ao ver Silvio Santos, de cabelos grisalhos, fico lembrando do passado, e relembro que se conheci pessoa pública mais vaidosa, eu não me lembro. Lembro que nos primórdios da televisão, Silvio Santos era tido como careca, fato que ele negava veementemente, e até processava, que tentava mostrar alguma foto dele careca. Nos programas de televisão, exibidos por ele, ele reprendia que tentasse por brincadeira tentar segurar nos cabelos dele.


O fato dele aparecer com cabelos grisalhos ( e nos sabemos que os cabelos dele deve estar mais branco do que aquilo ) nos faz pensar que a velhice acaba com qualquer vaidade.



Há uma história engraçada a respeito da careca de Silvio Santos. Em 1971 a revista Melodias, que cobria o mundo artístico, passava por dificuldades financeiras e ameaçava fechar. O jornalista Plácido Manaia Nunes fora chamado para assumir a direção. Mas, para aumentar sua vendagem, era preciso criar um assunto de impacto. Foi aí que ele conversou com Silvio Santos, expôs o problema e Silvio autorizou a publicação de uma capa dele, completamente careca, uma montagem muito bonita, muito bem desenhada. Foi um choque para o público.
A revista, que vendia menos de 100 mil exemplares, com a capa de Silvio careca tirou várias edições sucessivas até atingir a soma de 500 mil exemplares. Com isso, a revista se firmou, ganhou público novo e se salvou. Essa edição, de novembro de 1971, é hoje uma relíquia. Mas até hoje as pessoas se perguntam se Silvio santos é careca ou não. Em 1994, após cair em um tanque de água em uma brincadeira do Topa Tudo por Dinheiro, o cabelo de Silvio Santos ficou totalmente despenteado e molhado, e foi possível perceber que realmente não era peruca.
Em 2008, a história da "peruca do Silvio" voltou a tona, quando a pequena Maisa Silva, durante sua participação no quadro "Pergunte a Maisa", no "Novo Programa Silvio Santos", conseguiu puxar um pouco o cabelo do Silvio, na parte de trás da cabeça. Devido ao laquê, o cabelo "levantou" um pouco, despertando a curiosidade da menina. Ela começou a gritar "é peruca! É peruca!", mas até hoje o cabelo do Silvio é natural.Mas hoje sabemos que existe implante, e até crescimento capilar.



Lembro com saudades do falecido cantor Ivon Cury, que na mesma época de Silvio também não aceitava se exibir em público sem peruca, mas já na velhice, aparecia calvo no Programa Escolinha do professor Raimundo.





Murilo Benicio com e sem cabelo  Outro careca que não demonstra ao público a sua calvice é Murilo Benicío que não se sabe o que ele usa se é peruca ou implante.Em força tarefa ele já aparece com uma calvice acentuada. A assessoria dele diz que ele raspou a cabeça, para o papel, mas ninguém     consegue inventar entradas na cabeça..