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sexta-feira, 18 de abril de 2025

OSSOS DO OFICIO-EXTRAIDO DE SELEÇÕES-CASOS HUMORISTICOS



Depois de uma semana que eu
 madruguei para fazer uma viagem, voltei muito cansado. No dia seguinte, no trabalho conchilei várias vezes na frente do computador.Não conseguia ficar acordado. Após uma dessas ¨cochiladas¨, vi no monitor que os espaços estavam todos preenchidos. Meus dedos haviam apertado uma tecla durante o rápido cochilo: zzzzzzzz.Após meses no mar, meus irmão e seus colegas, ganharam um curto periodo de folga em terra. Ele estava tão animado com a pespectiva de pôr os pés em terra firme que corria e pulava pelo convés. Infelizmente não viu um anteparo baixo e caiu dentro dele, desmaiado. Recobrou a consciência na enfermaria do navio vários dias depois, com a embarcação de volta ao mar e o porto e a folga em terra bem distantes.

A direção do colégio em que leciono, sempre se preocupou com a segurânça dos estudantes, e todos os anos convida bombeiros para falar sobre incêndios.Há também demonstrações para treinar o que os alunos devem fazer quando ouvem o alarme. Após o último treinamento, uma aluna do jardim-de-infância, que já háviam passando por duas demonstrações, estava ficando impaciente, perguntou:
-Professôra, quando vamos ter um incêndio de verdade? Eu já sei fazer tudo.

Recentemente alternamos a forma de prestação de serviço.Agora solicitamos aos fornecedores uma carta registrada em cartório, autorizando o depósito em conta corrente de terceiros.O fornecedor redigiu a carta, tirou uma cópia e me enviou.Ao receber, informei que a cópia não me servia. A pessoa que teóricamente resolveria meu problema disse:
-Então vou enviar o originial via fax.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhniBL51_zlL4VFGCFcjOKblDitNeGRUT9PchuB4EScGJIgQig76cqGdKeyYmG9hYa6eTJHn7g7KWeX9toKYKOhptAART0MyFFjuY1dtwRaGiRgRtI3brFVhqkchCVnLC8-HWGCqxjJ-g/s1600/igreja.gif

Quando eu era pastor de uma igreja de São Paulo, realizei várias cerimônias de casamento.Em uma delas, o noivo estava muito nervoso,sério e comprenetrado.No fim da cerimônia, convidei os noivos a darem o beijo mais especial de suas vidas. O noivo abaixou a cabeça, pensativo. Achando que ele não tinha entendido , repeti o convite. Ele, então, deu a volta no genuflexório. Perguntei:
-O que foi algum problema?
Então para a minha surprêsa e de todos os convidados, ele me deu um beijo no rosto.

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/f6/Harpist_playing.jpg/250px-Harpist_playing.jpg

Minha amiga Agnes é uma eximia harpista e costuma tocar em festas e eventos, além disso é loura e tem um rosto angelical, Estava a caminho de um compromisso em um hótel, quando entrou no elevador com a sua grande harpa dourada.Antes, de as portas se fecharem, um homem entrou.Enquanto, o elevador subia, ele olhou preocupado, primeiro para ela , depois para a harpa e perguntou:
-Até que ponto você vai subir?

Uma colega e eu, estavamos almoçando com uma senhora que não tem muita familiaridade com computadores, e que só recentemente, deixou de usar serviços de currier e fax para utililizar o e-mail. Discutiamos um trabalho que ela deveria fazer para nós, quando ela me pediu, o meu enderêço eletrônico. Eu tenho uma conta no Gmail, mas, quando soletrei isso, ela se mostrou muito confusa.
-Esse G-mail não serve-disse ela- eu só consigo mandar e-mail.


Álguem do nosso bairro, colocou um imenso sofá, ainda em bom estado, no meio-fio, para ser levado pelos lixeiros.Muitos motoristas dirigiam lentamente ao passar por ele, para dar uma olhadinha.Quando viam o seu tamanho, no entanto, iam em frente.Por fim, um carrinho compacto, parou e dois homens soltaram.Essa eu quero ver, pensei, eles remolveram as almofadas, viraram o sofá de cabeça para baixo e o chocoalharam bem, então cataram todas as moedas que caiam de dentro dele e foram embora.

Minha mãe é fanática por limpeza, em um sábado pediu que eu e meu irmão arrumássemos a sala de jogos. Tinhamos dado uma festa ali na véspera e ela estava meio aborrecida com a bagunça.Enquanto nos vigiava, ficou evidente que não estava gostando nada do nosso trabalho de limpeza, e foi o que disse. Por fim, meu irmão, irritado por ter que fazer tudo de novo. Pegou uma vassoura e perguntou:
Posso usar isso, ou você, esta pretendendo ir , a algum lugar?

NÃO SE PÕE AMENDOIM NOS OUVIDOS-CHICO ANISIO-


Com tantos lugares maiores e mais práticos, o menino achou de enfiar o amendoim exatamente no ouvido. Ouvido esquerdo, que foi o escolhido por comodidade, visto tratar-se de um menino canhoto.
A família, na Tijuca, em meio ao ajantarado do domingo, mesmo na hora em que o pai procurava uma sintonia melhor para escutar as corridas, ficou em pânico por causa de uma frase.
— Mãe — disse o menino que enfiara o amendoim no ouvido —, não estou ouvindo
direito.
— Não está ouvindo direito, como? — indagou a mãe.
— Como? — inquiriu o menino dando uma inflexão diferente ao advérbio.
— Tua mãe está perguntando — intrometeu-se o pai abandonando, durante o que
dizia, a sintonia no rádio — como é que você não está ouvindo direito. Entendeu?
— O senhor está perguntando se eu entendi? — voltou o menino, sentado no lugar ao
lado da cabeceira.
— É, entendeu? — tornou o pai, levando à boca, com um ligeiro auxílio indicador-
polegar, um pedaço de rabada.
— Entendeu o quê? — desentendeu o menino.
— Você está surdo? — gritou a irmã da outra cabeceira que ficava sob a Ceia do
Senhor.
— Será que ninguém compreende o que eu falo? — vociferou o menino, já se pondo
de pé. — Eu estou dizendo que não estou ouvindo direito.
— Você não está ouvindo direito? — insistiu a mãe, já tão aflita, que nem ligava mais
para a rabada que esfriava no prato.
— O que foi que a senhora disse? — questionou o menino, retornando mais calmo ao
seu assento.
— Esse menino está doido — admitiu o pai, voltando a tentar captar a narrativa dos
páreos.
— Doido, não — contestou a mãe —, que ele não é maluco. Você é louco?
— Um pouco, mãe — respondeu o menino, pensando que a mãe lhe perguntara ser
mouco.
— Não estou entendendo coisa nenhuma — reagiu a irmã numa irritação que
mostrava que ela não entendia coisa nenhuma. — Fala comigo, Geraldinho. O que é que
há?
— Falou comigo? — quis saber o menino que enfiara um amendoim no ouvido.
— Ele está crecré — resolveu a irmã, voltando ao caqui, que era muito mais
interessante do que aquele diálogo absurdo.
Por alguns momentos, sem falar, todos comeram. Rabada ou caqui, feijão ou
melancia. O silêncio era tão absoluto que o pai quase conseguiu achar a estação que
procurava. Aí, o menino falou.
— Mãe, não estou ouvindo quase nada.
— Você já disse isso.
— O que foi que a senhora disse? — perguntou o menino que não estava ouvindo
quase nada.
— Eu disse que você já disse que não está escutando direito! — irritou-se a mãe com
a boca cheia de rabada.
— Como? — argüiu o menino com o ouvido cheio de amendoim.
— Eu acho melhor botar esse garoto de castigo — sugeriu o pai, com um dedo no dial, outro na polenta.
— Foi você quem falou, Terezinha? — perguntou o menino quase surdo ao ouvir a
voz do pai.
— Foi o pai — volveu a irmã de cabelos longos e paciência cortada rente.
— O quê? — era o menino quem perguntava.
— Geraldinho! — bradou o pai, deixando o rádio de lado numa atitude tão absurda
quanto esta estória. — Presta atenção. Olha para mim. Está escutando o que eu estou
falando?
— O senhor está falando? — sussurrou o menino, preso entre as mãos do pai que lhe
deixavam resquícios de rabada e polenta nos ombros.
— Estou! — gritou o pai, com um soco tão forte na mesa que fez a concha mergulhar
no feijão.
— Não adianta. Eu não estou escutando quase nada — monocordiou o menino
Geraldinho.
— Sabe o que é que eu acho? — ponderou a irmã. — Eu acho que o Geraldinho não
está escutando direito.
— Se ele não está escutando direito — ponderou de novo a mãe — por que não avisa?
Está escutando agora, Geraldinho?
— O quê?
— Está escutando agora? — repetiu mais alto o pai.
— Ahn?
— Está escutando? — esganiçou-se a irmã da cabeceira.
— Olhem. Eu já disse, e vocês não entendem. Eu não estou escutando direito — falou
Geraldinho, já irritado.
— Ele não está escutando direito — traduziu a mãe, tomando uma visível atitude de
defesa do filho que tinha colocado amendoim no ouvido.
— Mas por quê? — indagou o pai apoplético.
— Como? — murmurou o menino, numa pergunta a medo, pela notória apoplexia
paterna que geralmente dava motivo a surras homéricas.
O pai esqueceu as corridas de Pernambuco, que tentava escutar, e pediu um lápis que
lhe foi entregue pela filha, em meio às folhas de um caderno escolar. O pai escreveu, com
letras de imprensa, a pergunta:
— DESDE QUANDO VOCÊ NÃO ESTÁ ESCUTANDO DIREITO?
Empurrou, com má vontade, o caderno para o lado do menino.
— Quer saber desde quando eu não estou escutando direito? — quis assegurar-se o
menino de ter lido certo.
— É, Geraldinho — disse a mãe muito maternal —, desde quando?
— Como? — perguntou Geraldinho muito trêmulo.
O pai respondeu passando o dedo sob a frase que esfregava na cara do menino.
— Desde que eu enfiei um amendoim no ouvido.
Tiraram o amendoim, deram-lhe uma surra e o mandaram para fora da sala, em sinal
de protesto.
O menino foi e voltou chorando, para se sentar na cadeira em frente à tevê.
— Fazendo a gente ficar doida, esse moleque! — comentou a mãe, tirando a mesa do
ajantarado.
— Como? — perguntou o menino, que acabara de enfiar um amendoim no ouvido
direito.

PIADAS DE ANIMAIS



O CACHORRO NINJA

Amulher vai ao canil disposta a comprar um cachorro para fazer uma surpresa ao marido que tinha medo de que lhe roubassem a casa.
- Senhor, qual o melhor cão à venda?
- A senhora pode comprar um dos nossos cães treinados especialmente para proteger casas - sugere o dono.
- Isso mesmo! Quanto custa?
- A bagatela de 900 reais.
- Tudo isso ? Que absurdo! - indigna-se a mulher.
- Bom temos em promoção este aqui, por 100 reais.
- Que coisa horrível! Este cachorro é rabugento, não protegeria minha casa!
- Mas minha senhora, este cachorro é o Ninja! Eu lhe darei uma demonstração. A senhora está vendo aquela porta?
-Sim.
-Ninja, a porta! - Ordena o treinador. O cachorro parte para cima da porta e a destrói.
- Ninja, a geladeira! - E a geladeira é destruída.
- Oh, é incrível! Vou levá-lo!
Ao chegar em casa ela dá a notícia ao marido.
- Que é isso? Que cachorro horrível! Quanto custou essa m(*)?
- Só 100 reais, meu bem - ela diz.
- Você está louca?
-Mas, amor... este é um cachorro Ninja!
-Ninja? Ninja, o cacete!

OS TRÊS TOUROS E AS VACAS.


Um rancheiro lá de Mato Grosso tinha uma fazendona com 900 vaquinhas, e três touros sortudos que davam conta delas: o maior tinha 500 vacas sob seu comando, o do touro do meio tinha 300, e o menorzinho, só 100 vacas.
Um dia ouviram falar que o fazendeiro iria comprar mais um touro, da índia.O maior touro disse:
- Eu não vou me separar das minhas vacas, nem a pau!
Nisso o touro médio disse a mesma coisa, e o Júnior jurou que nem que a vaca tossisse, ele se separaria de suas 100 vaquinhas...
No dia do tal touro chegar, eles viram a caminhonete chegar na fazenda chacoalhando, tremendo, e de repente, quando a caminhonete parou, sai um tourão urrando, esperneando, babando na goela, um monstro de macho!!!
Nisso os 3 touros ficam espantados. O maior disse:
- Quem sabe eu consiga me separar de algumas de minhas vacas...
O touro médio diz a mesma coisa e saiu chiando...
Só o Júnior é que começou a
grunhir, urrar, patear o chão. O mais velho disse a ele:
- Cê ta é louco! Tá querendo comprar briga com aquele bichão???
- Que nada! Eu só quero que ele saiba que eu não sou vaca!

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O COELHO NEVOSO


O coelho estava na frente da caverna do urso gritando:
- Filho da p., lazarento, morfético, desgraçado, você é um filho da p.!!!
E o macaco em cima da árvore falava:
- Oh coelho cuidado você está em frente a toca do urso...
- Você também é um filho da p., aquele filho da p., lazarento.
O macaco que era amigo do urso também, correu na caverna e disse pro
urso:
- Oh urso não vai ficar nervoso, mais o coelho tá te xingando
de tudo que é palavrão lá fora...
O urso que estava deitado de um lado,virou do outro e falou:
- Manda o coelho ir tomar banho...
O macaco com toda a paciência foi até o coelho e bem de mansinho,
perguntou:
- Que aconteceu coelho pra você estar assim tão nervoso???
- Aquele filho da p. do urso... Estava eu tomando banho lá no riacho,
quando apareceu o urso e foi atrás de uma moita e começou a cagar,
passou um tempo ele perguntou pra mim: O coelho você solta pelo?.
Respondi que não. Então ele me pegou e deu uma limpada no cu e
me jogou de volta no rio, aquele filho da p,, lazarento, morfético...

A DÚVIDA DO GAFANHOTO


O gafanhoto virou para o mestre e perguntou:
- Mestre, quando saberei que já sou um homem?
O mestre vira-se para o gafanhoto e responde:
- Gafanhoto, quando colocares a mão entre as pernas e sentires dois ovos você já será um homem. Agora gafanhoto! Se colocares a mão entre as pernas e sentires quatro ovos não pense que és um super-homem. Você está é sendo enrrabado,gafanhoto.

O ELEFANTE E AS FORMIGAS


Um elefante que estava infestado de formigas, saiu rolando, rolando, até que se viu livre das formigas... Sobrou só uma grudada no pescoço, ao que as outras que estavam no chão começaram a gritar:
- Vai, vai, torce o pescoco dele!!!

O ELEFANTE APAIXONADO


O elefante estava apaixonado pela formiga, queria casar com ela de qualquer jeito. O leão foi tentar demovê-lo da idéia:
- Mas elefante, você é muito grande e ela é pequenina...
- Mas eu a amo!
Não teve jeito, acabaram se casando. Alguns dias depois o leão volta a encontrar o elefante, chorando:
- O que houve, elefante?
- A formiga...
- Eu não disse? Não ia dar certo...
- Não! Estava indo tudo bem. Estava trepando com ela, mas na hora que gozei ela explodiu!

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsI9JQsfGTDnw0tqoD9tBTqb5OCWGCesVnT2Hot1Otg-Gvtu047tmv2hOBS7Awbk7xvCucRv5oYMrxZQekdxYmrU47ggv5v4ZzItoDoQJg0Lhy2sbPxSsW8NbDQruNu4va6uW6T43T4O0/s400/charge_cobra_homem.jpg

OS POMBOS


Dois pombos voavam perto da Igreja:
Pombo1: Ei, cuidado com o sino!!!
Pombo2: Ta beEEEEEEEEEEEIIIIIIIiiiiiiiiimmmmmmmmmm!!!!!!


O TELEGRAMA DO CACHORRO

Um cachorro Pastor Alemão entrou numa agência dos correios, pegou um formulário de telegrama e escreveu:
- Wof...Woof..Woof..Woof...Woof...Woof... Woof...Woof...Woof
O atendente examinou o papel.
- Só tem nove palavras aqui - ele disse. - Você poderia mandar outro Woof pelo mesmo preço.
- Mas aí - respondeu o cachorro - perderia todo o sentido...

OS COELHOS REPRODUTORES


Os dois coelhos reprodutores, pai e filho, estavam numa moleza danada. O dono deles, então, deu um ultimato:
- Vocês dois tem duas horas para cobrir essas 50 coelhas...
Senão vão acabar na panela ...
Os dois coelhinhos, então, colocaram as coelhinhas num círculo, e cada umcomeçou de uma extremidade oposta desempenhando as funções com muita polidez. Dizia o pai coelho:
- Com licença, obrigado. Com licença, obrigado.
E o filho:
- Com licença, obrigado. Com licença, obrigado.
O coelho filho, devido ao vigor da idade, trabalhava duas vezes mais rápido que o pai. Lá pelas tantas, dizia o coelhinho:
- Com licença, obrigado. Com licença, obrigado. Desculpa, pai. om licença,obrigado...

OS ELEFANTES VOADORES

Dois elefantes estavam voando um ao lado do outro e para passar o tempo,
começaram a conversar.
- Oi, tudo bem?
- Bem! E você?
- Bem! Posso fazer uma pergunta?
- Claro.
- Você sabia que elefante não voa?
- AHAHAHAHAHAHAHAH!!!!
O elefante caiu. Depois de muito, muito tempo:
- Ué! Voltou???
- Claro, lembrei que elefante não fala.


O GALO TARADO

Um papagaio ia passando pelo galinheiro, quando viu uma cena inusitada: um galo tarado correndo atrás de um pintinho. O pobre pinto se esquivava e o galo atrás dele. Numa das passadas o pintinho passou perto da cerca, então o papagaio gritou:
- Deixa de ser besta pintinho! Encosta a bunda na parede!
E o pintinho respondeu:
- Tu tá doido, ele quer que eu chupe!

O PASSARINHO E O MOTOQUEIRO


Um motociclista ia a 140 km/h por uma estrada e, de repente, deu de encontro com um passarinho e não conseguiu esquivar-se: PÁ!!! Pelo retrovisor, o cara ainda viu o bichinho dando várias piruetas no asfalto até ficar estendido. Não contendo o remorso ecológico, ele parou a moto e voltou para socorrer o bichinho.
O passarinho estava lá, inconsciente, quase morto. Era tal a angústia do
motociclista que ele recolheu a pequena ave, levou-a ao veterinário, foi tratado e medicado, comprou uma gaiolinha e a levou para casa, tendo o cuidado de deixar um pouquinho de pão e água para o acidentado.
No dia seguinte, o passarinho recupera a consciência. Ao despertar, vendo-se preso, cercado por grades, com o pedaço de pão e a vasilha de água no canto, o bicho põe as asas na cabeça e grita:
- P. QUE O P., MATEI O MOTOQUEIRO !!!

A ORGIA NO REINO ANIMAL


Uma vez aconteceu a maior suruba no reino animal. Era girafa transando com jacaré, zebra com papagaio, lagartixa com rinoceronte,etc... O leão, rei dos animais, não estava gostando nada daquilo, e falou:
- O bando de animal! Vamo dá um jeito nisso! Assim não dá! Desse jeito o reino animal vai acabar. Vocês tão fazendo uma suruba sem vergonha, tao espalhando doença pro reino todo! Pelo menos vocês poderiam fazer que nem o jumento, que esta usando camisinha!
Aí o papagaio falou:
- O leão! Pera aí! O jumento não tá de camisinha não! Ele tá comendo a cobra!

O MACACO E A AZEITONA

Certa vez, um rapaz estava passeando no zoológico, comendo azeitonas. Parou em frente a jaula de um macaco, e ficou com pena daquele macaco com um olhar de pidão, e resolve jogar uma azeitoninha pro coitado. O macaco olha desconfiado, pega a azeitona, enfia no cu, da uma cheiradinha e come a azeitona.
O rapaz achou tudo aquilo muito estranho e resolve perguntar para o tratador de animais o porque.
- Senhor, eu joguei uma azeitona pra quele macaco ali, ele pegou, enfiou no cu, cheirou e só depois comeu. Por que?!?
- Ah não... É que esses dias, eu dei um abacate pra ele, e o coitadinho ficou com o caroco entalado, agora ele esperimenta antes pra ver se passa...

O CAMELO CHORÃO

Tinha cinco caras no deserto há mais de sete dias. De repente encontram
um camelo e todo mundo queria montar nele. Ninguém queria ir caminhando e um deles disse:
- Mas gente, não vai caber os cinco em cima desse camelo.
Deram um jeito e foram montando um por um no camelo: o primeiro no pescoço e os outros atrás... Andaram uns 100 metros e o primeiro da fila se debruça em cima do camelo e diz:
- Gente!!! O camelo tá chorando!!!
Nisso o último responde de imediato:
- É, mas se eu tirar o pé daqui eu caio!!

A PSICÓSE DO TATU

Antigamente, o pessoal caçava tatu enfiando a mão no buraco e puxando o bicho pelo rabo. Depois, passaram a injetar gás de cozinha, e o bicho saltava fora.
Ficaram tanto tempo usando este sistema, que agora e só tocar a musiquinha do caminhão do gás, que o tatu pula fora do buraco.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

O GORDO E SUAS CONTRADIÇÕES


O gordo não engorda ele simplesmente não emagrece. 
Para muitos gordos se perder cem quilos não vai fazer dele magro, mas para um magro perder cem quilos é simplesmente desaparecer.
A diferença do gordo para o magro na hora de comer é que o magro pergunta o que há de comer e gordo come depois é que pergunta o que foi que ele comeu.
Mandar um gordo correr é um disparate o maximo que ele pode fazer é andar em passos largos mesmo assim correndo o risco de ter um infarte.
Eu sempre digo quando emagrecer pode agradecer a Deus, foi milagre eu nada fiz pra isso.



sábado, 25 de fevereiro de 2012

OSSOS DO OFICO-EXTRAÍDO DE SELEÇÕES



Como convencer a um mal-educado a não fumar no banheiro do avião? 

Uma aeromoça no avião que eu estava,achou uma maneira.
-Quem for encontrado fumando em um dos banheiros –anunciou ela pelo sistema de comunicação interna -será convidado a dar um pulo lá fora.



O marido começa a acariciar a mulher.Ela se volta para ele e diz:- Sinto muito, querido, mas amanhã eu tenho uma consulta no ginecologista e quero estar limpinha.O marido, rejeitado, vira para o lado.Alguns minutos depois ele vira de novo e volta a acariciar a mulher, dizendo:- Você tem consulta no dentista também


Minha mulher e eu, somos médicos e, em nosso aniversário de casamento fomos ao templo, após uma árdua jornada de trabalho. Quando estávamos saindo o monge perguntou, se estava tudo bem com a divindade. Não entendi. Só depois percebi que meu estetoscópio, estava pendurado no meu pescoço.



Eu trabalhava como tele-operadora, e certo dia, um senhor simpático ligou, querendo uma informação do valor da sua conta telefônica. Perguntei o seu nome e ele me respondeu:
-Eu tenho o mesmo nome do primeiro homem que veio ao mundo.
Sem pensar muito eu disse:
-Senhor Jesus, espere um momento que eu vou verificar o valor de sua conta telefônica.
Gargalhando o homem disse:
-Tudo bem eu aguardo. Mas o meu nome é Adão!

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Uma leitora ligou furiosa para o departamento de assinaturas do jornal, reclamando que não tinham entregue a edição de domingo.
-Minha senhora- respondi – hoje é sábado. A edição de domingo é só no domingo!
No outro lado da linha ela parou de gritar, ao cair na real.
-Ah... É por isso que não tinha ninguém na igreja hoje!


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjEm7m7f1p29MQsqU47E1M4Rb874wbQVhskuF6fug9m3eGeI0mMmtaXAXRtJPh35GViVG0fIReSkc5QN36oW_6LVbcYgHRP66x8b4G8AEAriowD9iGTktp4Qam99cVclSNObkSbn6gfQA/s320/As+tr%C3%AAs+velhinhas.jpg

Três senhoras muito velhinhas se reúnem para o chá da tarde.
Acho que estou ficando esclerosada-comenta uma delas – ontem me peguei com a vassoura na mão e não me lembrava se já havia ou não, varrido a casa.
-Isso não é nada – diz a outra – outro dia, eu me vi de pé, ao lado da cama, de camisola, e não sabia se tinha acabado de acordar ou se estava me preparando para dormir.
-Cruzes! – fez a terceira.
 – Deus me livre, de eu ficar assim! Isola!
- E deu três batidinhas na mesa. ´´toc – toc – toc.``
Olhou para as outras e emendou:
- Esperem um pouco, que eu já volto! Tem gente batendo na porta!


Um paciente diz ao psiquiatra:
- Doutor, eu acho que estou ficando maluco!
- É mesmo? Como assim?
-Comecei a escrever cartas para mim mesmo!
- Hum... Quando foi a ultima vez que escreveu uma?
- Ontem, doutor!
E o que você escreveu nela?
- Como vou saber? Ainda não recebi!



sábado, 25 de junho de 2011

CONTOS HUMORISTICOS DE LEON ELIACHAR 2-EXTRAÍDO DO LIVRO O HOMEM AO CUBO


Garantia

A mulher virou para o lado, cobriu a cabeça com o tra­vesseiro e falou, com a voz sufocada:
— Desliga esse rádio, Élcio. Já é meia-noite e você pre­cisa ir embora.
Élcio nem dava bola. As palavras agora não eram tão importantes quanto os números. Aumentou o volume do rádio e falou:
— Só mais uma urna.
A mulher sentou-se na cama, indignada:
— Só quero ver a sua cara, quando o meu marido chegar.
Élcio sorriu:
— E quem é que você pensa que estou ouvindo no rá­dio, meu bem?

Papel duplo

Isabela era atriz de teatro, ia para o ensaio:
— Por que não vem comigo, amor?
Nelson, seu noivo, foi positivo:
— O último ensaio que vi, você estava muito entusias­mada, beijando aquele calhorda.
— Arte é arte, meu bem.
— Você está muito enganada. A arte tem limite.
— Discordo. A arte não tem limite.
— Mas a minha paciência tem.
— Deixa de ser bobo, você não confia em mim?
— Confio, não confio é nele.
— Você parece que nem conhece gente de teatro. No­venta e nove por cento não é de nada.
— E como é que posso saber que o sujeito que você beija não é o 1 por cento?
— Porque estou lhe dizendo que ele não é de nada. Isabela foi, Nelson ficou. Meia hora depois, ele não resistiu, ligou para o teatro:
— Por obséquio, a Isabela pode atender?
— Quem?
— Aquela moça que é beijada o tempo todo.
— Escuta, meu chapa: em cena ou fora de cena?
— Em cena, é claro!
— Então não sei quem é.

Surpresa


Zoroni era mágico há dezoito anos, há dois meses estava sem emprego. Sua mulher não se conformava:
— E agora, de que adiantam os seus truques? Quero ver é você tirar o bife da cartola. De conversa já ando cheia.
Uma noite, ele chegou em casa e teve a surpresa: a mesa estava posta, com os melhores pratos que pudesse pen­sar. Aparelho de jantar inglês, faqueiro de vermeil francês, cristais tchecos e toalhas de cambraia bordadas em Portugal. Ficou intrigado, mas não disse palavra. Comeu o que pôde, acendeu um cigarro, esparramou-se no diva, pensativo. Quan­do a mulher lhe perguntou por que estava tão triste, apro­veitou :
— Nada, não. É que arranjei hoje um emprego de faquir.
E ela:
— E isso é tão trágico assim?
— Trágico, não, humilhante. O mágico sou eu, mas quem faz a mágica é você.

Quem te viu e quem tevê

Sempre que ligava a televisão, Heloísa não resistia:
— Um dia, ainda serei garota-propaganda.
Dito e feito. Tanto insistiu que acabou arranjando um teste. Passou em todas as provas, de imagem, de som, de dicção, de interpretação, de arte dramática, de cinismo, de paciência, de irritação, de embaraço, de falta de jeito, de sor­riso parado, de gritinhos sexy, de apontar o dedo na cara, e até no "teste do jantar", que é o mais difícil — pois teve de jantar com o patrocinador. Um mês depois, começou a abra­çar geladeiras, eletrolas, fogões, máquinas de lavar, como se estivesse abraçando o próprio patrocinador. Em casa, coitadinha, estava impossível:
— Sabe, mamãe, arranjei um noivo que é ó-ó-ótimo! A mãe delirava de alegria, achava a sua filha um en­canto de moça. E ela não saía disso:
— Um noivo que é uma ma-ra-vi-lha!
E de adjetivo em adjetivo, foi comprando tudo: casa, automóvel, sítio, jóias, cachorrinho, peles, um ver-da-dei-ro-es-tou-ro! Em sua casa, ninguém mais trabalhava: família com patrocínio é fogo.


Tempo instável

Todos os dias de manhã, Eugênia vestia o short, pegava a barraca, despedia-se do marido e dizia que ia para a praia. Apesar da chuva, o marido não dava muita importância, pois não queria desmoralizar o seu emprego: trabalhava no Serviço de Meteorologia. Na véspera, Eugênia perguntava:
— Amanhã vai chover?
— Claro que não.
Não dava outra coisa. Às vezes, ele tentava sair pela tangente:
— Tempo instável, sujeito a chuvas.
Essa não. Ela queria saber, no duro, e quando ele afir­mava, dava sempre o contrário. Era discussão em cima de discussão. Até que um dia, ele resolveu ir à forra. Quando ela chegou na sala de short e barraca em punho, ele apontou a chuva na vidraça:
— Hoje não sai, não senhora, que a culpa do mau tem­po não é minha. Pedi demissão ontem, olha aqui o papel assinado pelo chefe.
Quando acabou de falar, apareceu o maior sol na janela.


Desafio

Valentim era pintor de nus artísticos. Sua mulher costu­mava dizer:
— Tantos anos na Escola de Belas-Artes, pra no fim dar nisso. Isso é lá profissão de gente?
Valentim respondia:
— O que você tem é ciúme, Margarida. Um dia, ela foi agressiva:
— É muita falta de imaginação de sua parte, Valentim. Só consegue ver mulher nua com um pincel na mão.
Ele deu um riso de piedade:
— O ciúme transtornou você, Margarida. Ela se queimou:
— Ciumento é você, quer apostar? Ele não recuou:
— Quero.
— Então me pinte nua, agorinha mesmo, e depois ponha o quadro numa exposição.
— Feito.
Ela tirou a roupa, ele espalhou as tintas. Dois meses depois, o quadro ganhou medalha de ouro numa exposição abstracionista.

A janela

Gracinda só gostava de dormir com a janela fechada. Seu marido, João, só gostava de dormir com a janela aberta. Moravam no térreo, o que vem provar a teoria de que os últimos serão os primeiros, pois no mundo de hoje começa-se a morar de cima para baixo — por causa das cascas de ba­nana que costumam jogar lá do alto. Mas isso não vem ao caso, o que importa é que quando apagavam as luzes para deitar, Gracinda e João mantinham sempre o mesmo diálogo:
— Estou com frio, João.
— Estou com calor, Gracinda.
Ninguém dormia. Um esperava o outro cochilar, levan­tava de mansinho e ia até a janela pra colocá-la a seu gosto. O outro levantava depois e fazia o contrário. Depois das qua­tro é que dormiam de cansaço, às vezes com a janela aberta, às vezes fechada. Só de manhã cedo é que conferiam pra ver quem ganhou a parada. Nesta noite, a cena se repetiu, como num vídeo tape. Gracinda falou sem sair debaixo do lençol, com a voz sonolenta:
— Fecha a janela, João.
Um vulto saiu por detrás das cortinas:
— João, não, Pedro.
No dia seguinte, deram por falta das jóias.


Cartas na mesa

Quando o ônibus parou, Dorotéia viu um anúncio de cartomante. Saltou depressa, decidiu arriscar a sorte. No velho casarão, com móveis antigos, uma senhora idosa espalhou as cartas em sua frente:
— Vejo um louro em sua vida.
Dorotéia se arrepiou, dentro dos seus quarenta e seis anos,
— Um louro alto e forte? E a cartomante, sinistra:
— Um louro baixo e fraco. Um papagaio.


O quarto

Quando Gertrudes ligou pra saber do quarto de frente para o mar, não esqueceu da exigência do locador: "para pessoa de fino trato".
— Por obséquio, cavalheiro, foi daí que colocaram um anúncio muito bem redigido, procurando uma pessoa para co-habitar com a sua distinta família?
— Em primeiro lugar, minha senhora, não tenho famí­lia, em segundo, não botei nenhum anúncio no jornal, em terceiro, isto aqui é um supermercado e tenho muito que fazer e vê se não amola.
Desligaram. Gertrudes tentou de novo, veio a mesma voz e a mesma resposta. Tentou diversas vezes, o sujeito já estava engrossando. Olhou o anúncio com cuidado, conferiu o número, a mesma voz sem educação. Gertrudes perdeu a paciência, acabou perdendo também o "fino trato", discou pela última vez:
— Olha aqui, seu cafajeste. Sei que o senhor não tem família, sei que o senhor não quer alugar um quarto, sei que aí é um supermercado. Mas presta atenção, seu imbecil, de outra vez que botar um anúncio no jornal vê se põe o telefone direito, ouviu?
E desligou, aliviada.


Acidente

Leocádia era dessas que tinham verdadeira alucinação por lingerie. Pra ela, o mais importante na linha da elegância era a roupa de baixo. Todos os dias, chegava em casa, abria os embrulhos na frente do marido, exibia calcinhas com bordadinhos e rendinhas de todas as cores e de todas as qualidades de tecidos. O marido não entendia:
— De que adianta tudo isso, se ninguém vê? Ela sorria, orgulhosa:
— É o que você pensa. Pode dar um ventinho na rua, sabe lá?
Um dia ele estava no escritório, quando o chamaram ao telefone. Era do Hospital dos Acidentados, pra lhe comunicar que a sua mulher havia sofrido um desastre. Correu pra lá e assim que fez a descrição da mulher, um enfermeiro disse pro outro:
— Ei, você aí. Leve este senhor naquele quarto. Está procurando aquela senhora sem calça.
Teve um troço, foi medicado ali mesmo. Duas semanas depois de Leocádia ter alta, ele continuou no hospital, em convalescença.


Amnésia

Zora chegou em casa tarde da noite, encontrou a porta encostada, foi diretamente para o quarto. Mudou de roupa no escuro, pra não acordar o marido, deitou ao seu lado. Quan­do percebeu que ele estava acordado, foi falando:
— Você me desculpe, Henrique, mas é que estou com amnésia profunda. Não me lembro de nada, perco a memória temporariamente e quando a recupero, não tenho a menor idéia do que se passou. Hoje peguei um ônibus pra vir pra casa, mas devo ter ido parar muito longe, não sei nem como explicar. Se você me perguntar como foi, não sei dizer.
A luz se acendeu e Zora pôde ver um homem nu ao seu lado exclamar:
— E agora, já recuperou a memória? Zora ficou perplexa, quase muda de emoção:
— Claro que já. E ele:
— Então pode ver facilmente que não me chamo Hen­rique, não sou seu marido e a senhora provavelmente deve ter entrado no apartamento errado.
Zora desmaiou. Dessa, nunca mais ela ia esquecer.

terça-feira, 21 de junho de 2011

OSSOS DO OFICIO-EXTRAIDO DE SELEÇÕES-CASOS HUMORISTICOS 2



https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiaUpWzktlWM7wIfkJY_wkRvArb9Bc6C2q0xIiZA8JVwFaeDX3dX-K5zD0SZOsG9zy8kb-eHA1BLdrhdHfGz82LfP-uK5xvA5BnbSP0T5safrMlb9_pfw9cAWIgCPgcfoV5rl0zvjyDJw/s1600/Charge2009-Falta-de-medico.jpg

Sou médica e certa vez depois de um dia cansativo de trabalho, cheguei em casa e fui conversar com minha mãe, estavamos falando sobre cinema, quando eu querendo lhe contar sobre os efeitos especiais de um filme que tinha visto, disse ainda em espirito de plantão.
-A história não é boa, o que vale mesmo a pena, são os efeitos colaterais!

http://jottas.files.wordpress.com/2010/12/coveiro.jpg

Na audiência do caso de um coveiro, criente do meu tio. O Juíz lhe perguntou sobre a frequência dos enterros. O rapaz respondeu:
-No começo teve poucos enterros, mais depois foi melhorando!

http://img.ibiubi.com.br/produtos/4/2/5/4/4/2/9/img/01_secretaria-eletronica-panasonic_grande.jpg

A gravação da secretária eletrônica da emprêsa de onde eu trabalho, dizia o sobrenome de minha colega Sarah errado. Ela pediu a correção, mas o encarregado disse:
-Descupe, a solicitação, deve vir por e-mail.
-Tudo bem, é só você me dizer como colocar no e-mail a pronùncia correta de Zuchschwerdt.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjrA-gh0_QqOaXmZqbDmI9DzLNoR0wQuEyRBWFEeUuFeyMPVTr2zLFxzRzuCQhULbxbRLXDdcTsTPRFVettK2kcAsrhOW1XDh1Fd5S7uCG8h_8sJbG896B_uV6GRPpaUYwS2BZiK9kxdpA/s1600/a_velha_surda.jpg

Uma senhora um tanto surda, apresentou o meu pai ao restante da equipe do escritório.
-Andrew, Neville. Neville, Andrew.
Quando ela se foi , meu pai disse:
-Na verdade meu nome é Neil.
-Não se preocupe-disse o outro-Eu me chamo Allan, muito prazer.

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjnr5kVVU-6yd50YLQeUn1E0S6KRPrsbRRlcAP5XWFKOtXfpddhnTKf_8HBCXEy5MlCj76wTatxQTCyBY1C4R08P8fOfbSwXEg7cQ52D_aBq8-zfsQyCktqIdSfxo1mSAzF1RTTiyswuw/s1600/dia_dos_avos.jpg

Convidamos os avós dos alunos para um dia Especial em nossa escola, que culminaria com uma foto em que todos posariam em frente a um mural colorido, na sala de história.Só depois do último clique, foi que percebemos que apareceu em cima da cabeça dos vovózinhos um galhardete, que dizia:
¨Descubra o mundo antigo¨.

terça-feira, 14 de junho de 2011

DOMINGO EM MADUREIRA-CHICO ANISIO-EXTRAÍDO DO LIVRO O ENTERRO DO ANÃO


Depois do primeiro cantaram todos os galos da rua.
Era domingo,
no entanto, um dia em que os galos não têm necessidade de acordar
tão cedo assim.
— Cocorocó!... — fez o galo de Climério, o primeiro, sempre, a
cantar.
Climério acordou com o canto, habituado que estava. E era do-
mingo. Domingo! O dia da sua folga. Serem cinco da manhã não tinha
tanta importância quanto a importância que tinha o fato de ser do-
mingo.
Climério abriu a bocarra num bocejo longo e bom. Emitiu um som
grunhido na espreguiçada comprida, reconfortante chiado, botando
fim no bocejo. Coçou a perna ao comprido, deu mais jeito nos cabe-
los. Um comecinho de dia entrava pela janela, duvidando da cortina
— falha da veneziana. A mulher abriu os olhos e lembrou que era
domingo.
— Dorme, Climério, ainda é cedo.
— Cinco horas.
— É domingo.
Ele fez que não ouviu. Achou o par de chinelos debaixo de sua
cama, vizinho ao urinol — mau hábito que a mulher insistia em pre-
servar — e, a arrastá-los sem pressa, dirigiu-se ao banheiro.
A mulher ficou na cama, forçando a volta do sono.
A torneira despejou uma água quase morna. Era janeiro. Um do-
mingo de janeiro em Madureira. Climério, de mãos em concha, lavou
o rosto três vezes. Não fez barba. Era domingo, dia de folga pra
cara. Gargarejou com escândalo. Urinou e urinou-se.
Esqueceu de dar descarga.
Depois, voltou para o quarto, onde a mulher já se sentava na
cama, na oração de acordar. Persignou-se ao final da prece.
O despertador barato indicava cinco e quinze. A mulher, por se
acordar, iria à missa das seis.
Climério abriu a janela para o dia que nascia. O dia entrou no
quarto, espalhando-se sem pressa, por saber que era domingo.
Climério desamarrou o cadarço do pijama. Deixou que as calças
caíssem. Saiu delas, que ficaram amarrotadas no chão. Vestiu uma
roupa velha. Era domingo, não iria trabalhar, não teria que bater
ponto na repartição.
Julieta, sua esposa, sugeriu que ele acordasse as meninas e
Julinho. Foi, depois, para o banheiro, onde sentou confortável pa-
ra o primeiro xixi de jato que acalentava. Deu descarga, no final.
De longe chegaram os cantos de outros galos. Ou dos mesmos.
Segundo aviso do dia. Climério se espreguiçou, bateu na barriga
enorme.
— São gases... — sentenciou, para explicar o ruído muito oco e
um tanto surdo, quase baticum de bumbo, que as pancadas produziam.
Julieta pôs-se nua. Climério estendeu-lhe lerdo a combinação
pendida e que ela pôs sobre a pele. Julieta não usava nem calça
nem sutiã. Tinha cara de sofrida a lhe aumentar a idade. Era magra
c agrisalhada. Sofria de reumatismo e era dada a varizes, por tanto ficar de pé no seu trabalho diário. Em casa fazia tudo, inclusive os uniformes dos meninos que estudavam num colégio estadual.
Climério empurrou os sapatos para debaixo da cama. Sentiu os
pés confortáveis no velho chinelo gasto. Saiu do quarto. Tirava
resto de sono dos olhos.
De cama em cama seguiu, acordando os filhos: as três meninas e
Júlio, o filho do seu encanto que servia na Aeronáutica.
— Que horas são?
— São cinco e meia.
As filhas se levantaram. Não queriam perder a missa das seis.
Muito mais aproveitavam o dia lindo que vinha. Podiam até ir à
praia. A de Ramos, como sempre.
Julinho demorou mais. Tinha tempo. Ronronou. A pelada a ser
jogada no campo do Confiança só começaria às oito. Dormiu o resto
do sono. Podia. Era domingo. Dia de glória! Uma pena que sempre
fosse tão curto e um só por semana.
Climério foi à cozinha no automatismo de hábito. O café de on-
tem à noite requentou em banho-maria. Julieta entrou depois, ten-
tando, com o polegar, coçar as costas no ponto em que sentia co-
çar. Acompanhava a coceira com um bocejo prolongado. Pediu socorro
ao marido.
— Coça aqui.
Ele coçou. Custou a achar o lugar.
— Todo mundo já acordou?
— As meninas. Júlio, não.
— Você já viu o leitão?
— perguntou, sem interesse, enquanto tirava a tampa do bule que requentava o café feito de véspera, preguiça que cultivava num comodismo idiota.
— O leitão cabe no forno?
— Hum, hum — ela fez que sim.
Do banheiro vinha o ruído de dentes que se escovavam. Quase às
seis entraram as filhas, já vestidas para a missa. Entraram as
três em vestidos cor-de-rosa. Cada uma fez a parte que lhe cabia
fazer. O leite foi recolhido por uma, o pão, por outra. Dircinha
acendeu o fogo que aqueceria a leiteira. Café com leite tomavam
somente ao voltar da missa. Climério sabia o momento de pôr o leite no fogo. Só que hoje antecipara uma hora esse costume, por ter
levantado às cinco, e não às seis, tempo certo de levantar aos do-
mingos.
Julieta e as três mocinhas tomaram um cafezinho e, depois,
apressadas, saíram à procura de Jesus. No domingo comungavam.
Climério foi ao quintal, reparando no que havia a ser feito. A
tela do galinheiro... a cerca que separava o terreno do vizinho...
a velha calha do alpendre... uma torneira enjambrada ... Havia
sempre umas coisas a arrumar no domingo.
O filho apareceu com a chuteira escondida numa sacola "Adi-
das".
— Vai jogar?
— Bater uma bola.
Perguntou por perguntar. Respondeu por responder.
Saíram antes que as filhas regressassem da igreja. Julinho pe-
gou o ônibus, Climério entrou no bar.
— Duas garrafas de pinga! — mandou ao botequineiro, também recém-acordado, olho inchado, cara marcada de travesseiro.
— Duas?
— Duas. Praianinha. É pra fazer uma batida. Tem limão aí, Seu
Severo?
Tinha, e do sumarento. Ele levou uma dúzia.
Fazia muito calor, e o sol já tinha chegado, prometendo 38, na
hipótese mais mansa.
Climério guardou os limões, já cortados, na panela. O relógio
consultado informou que era hora de pôr o leite a ferver.
Ele fez. Deu de comer aos passarinhos queridos, com beijos es-
peciais a cada um que servia. Assobiou agudo, fez cantar o sabiá.
Sete e meia a mãe e as filhas retornaram da igreja com o Jor-
nal dos Sports, que nunca se esqueciam de comprar para Climério.
— Você tem que consertar a tela do galinheiro — era a esposa
lembrando o que ele já sabia.
O leite chiou no fogo, transbordante. Ele correu. Tomaram café
com leite, e o pão os cinco comeram, barrado de margarina.
— Mamãe, nós vamos na praia — avisaram as três filhas, sumindo
no corredor para vestir os biquínis, sem esperar que a mãe concor-
dasse ou desse contra.
Julieta recolhia a louça do desjejum. Climério chupando os
dentes, palito inútil na boca, checava a escalação dos times pra
logo mais.
O compadre apareceu eram quase nove horas. Trazia na cara a
cara que a gente usa aos domingos. Com ele, vinha a mulher — coma-
dre Emerenciana
— muito alegre, como sempre; como sempre muito gorda.
— Quem é vivo sempre chega!
— Climério estreitou o compadre num abraço comovido.
— Bote água no feijão — disse Juca a Julieta e depois mandou
risada.
Num canto, as duas comadres contavam suas mazelas.
— E o reumatismo, comadre?
— No verão não incomoda. As pernas é que me doem, que já nem
sei o que faça.
— Eu sei de uma receita que o caboclo da Onilda ensinou.
A chegada dos compadres endomingou mais a casa.
— Como é? Tem um leitão?
— era Juca quem falava.
— É leitão mesmo, ou vocês mataram um gato e assaram? — e gargalhou de dobrar, engasgando-se.
— São Brás! São Brás! — invocava a mulher com aflição, enquan-
to Climério, rindo, lhe dava tapas nas costas.
— Esse Juca não tem remédio — comentava Julieta, enquanto se
dirigia, com a comadre, à cozinha para cuidar do almoço.
— Deixe, que eu faço a batida — disse Juca, já tirando o paletó e a gravata.
Às dez horas tudo havia mudado um pouco de jeito. Emerenciana
usava um vestido amarfanhado — Julieta emprestara — e Juca vestia um short.
Uma garrafa e dois copos acompanharam os compadres, que se foram pro quintal com pregos, martelo, arame, apetrechos de conserto. Juca ia dar uma mão nos consertos a fazer.
— O galinheiro é comigo! — gritou Juca.
— Manda brasa!
A disposição de Juca cresceu com a batida que Climério lhe es-
tendeu. Comentou:
— Tá de lascar! Vira aqui.
E ele bebeu a oitava de um só gole.
O vizinho apareceu com um prato de bolinhos — batata com baca-
lhau — tira-gosto que chegava no momento mais preciso.
Deu onze horas na igreja. O filho voltou suado, restos de lama
no corpo.
— 5x2 — comunicou. — Eu fiz os dois, de cabeça.
Ficou, ainda sem banho, ajudando a Juca e ao pai, que traba-
lhavam o possível na cerca e na batidinha.
— Tá demais, essa batida.
As galinhas, irritadas, ciscavam sem precisão. Cacarejavam e
voavam, odiando o toque-toque do barulho do conserto que os compa-
dres faziam. A cerca não deu trabalho. Em meia hora acabaram.
As filhas, vindas da praia no Nash verde de Rui, namorado de
uma das três, chegaram quinze pras duas.
— Boa tarde, Seu Climério
— Rui cumprimentou solene, sem nenhuma intimidade.
Rui juntou-se à mão-de-obra dos três que já trabalhavam — Juca, Julinho e Climério — e a torneira foi tirada para o reparo
preciso.
— Um pedacinho de sola — pediu Seu Juca, entendido.
Climério providenciou, cortando um velho sapato.
— Comé? Não se bebe nada? — inquiriu Juca, risonho, voz já sa-
indo difícil, pastosa, meio embrulhada.
— Tamos aqui, cidadão! — e Climério encheu o copo de modo
desajeitado, batida caindo farta pelas bordas, pela mão.
Na cozinha, as comadres. Entremeando a conversa sobre a vida,
cortavam as frutas a usar na salada costumeira.
A filha mais velha — Irene — secando o cabelo ao sol, cantava
Roberto Carlos com uma voz desagradável. A do meio, no banheiro,
fazia qualquer coisinha antes de encarar o chuveiro. A mais nova,
Suzaninha, molhava o sofá de plástico com o maiô ainda úmido.
Rui despediu-se e se foi para voltar pro leitão. O forno aceso
trazia à cozinha o cheiro bom do leitão que já dourava.
Júlio brigava e brigava pedindo prioridade para usar o banheiro.
A calha velha do alpendre, como num esfregar de olhos, Juca
deixou como nova. Fez por merecer o prêmio: a batida de limão que
Climério lhe estendia.
— Nessa aqui eu caprichei.
Provou.
— Está uma brasa!
Julinho reapareceu com a camisa justa, manga curta e mais do-
brada, dando jeito no topete — cabeleira demodée que insistia em
usar. Mostrou que ia sair.
— Não vai almoçar, Julinho?
— Não dá, mãe, tou com pressa. Como um troço por aí.
Pegou o rádio de pilha e saiu para o estádio. Ia ver o Olaria
enfrentar o Madureira.
Às quatro Rui retornou, trazendo numa sacola meia dúzia de garrafas que foram pra geladeira. Santas Brahmas do domingo!
O leitão foi posto à mesa. Copos cheios de batidas eram fácil
devorados em goles longos e frios.
Na tevê, o animador pregou um sorriso na cara. Era domingo,
dia bom pra sorrir.
Na mão de Emerenciana surgiram as Brahmas geladas.
— Vira, vira, vira.. .
— Vira, vira, vira. . .
Beberam as seis e mais seis que Rui pegou no boteco.
Na rua, as crianças jogavam um racha com o gol demarcado por
tijolos. Era domingo, quase não passavam carros.
Comeram falando muito e muito desencontrado. Ninguém prestava
atenção ao que os outros falavam e cada um respondia à pergunta
que queria, sem se importar se a resposta levava endereço certo.
Saíram Rui e as moças para um cinema provável.
O arroto de Climério avisou que ele acabara.
— Saúde — lhe disse Juca, rindo de cuspir farofa.
As comadres, na cozinha, rasparam os pratos no lixo. Conversavam sobre o aumento que os maridos garantiam receber dentro de pouco tempo. Depois, então, se ensinaram novos pontos de tricô.
— Um cafezinho, compadre — ofereceu Julieta, com um sorriso
maroto.
Era tarde. Já dormiam. Climério e Juca, os compadres, já não
prestavam atenção ao que se passava em volta. Dormiam...
— Dormindo!
— Deixa.
Afinal, era domingo.