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quarta-feira, 1 de junho de 2011

CONTOS HUMORISTICOS DE LÉON ELIACHAR

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj6PXrpk-A-Jsmisw63B9AgA2APIj8GZNw4-PCTgdBe3JQO55jgoOd8oE9MbrnWfXf4V-2PkFtGd25Q4KB-nj_m99JNvzxR4BX_wHTgkVBwrdAxv8p16FJOjKdVEsu_d6jO62Mdglvaxw/s320/leon+eliachar.jpg

O JUDEU


Faltavam apenas 6 cruzeiros e 50 centavos para ele descer do táxi.
Já eram 80 cruzeiros da noite e ele ainda, não havia feito um bom
negócio. Entrou num restaurante e comeu 18 cruzeiros; tomou 08
centavos de café e saiu 10% mais tarde. Na rua encontrou uma
belíssima mulher, trajada com 48 000 cruzeiros de jóias. Há mais de 2
milhões de cruzeiros que não via uma mulher tão elegante. Convidou-
a para um cinema. Ela regateou um pouco, mas por fim cedeu.
Sentaram-se primeiro numa confeitaria e bateram um papo de 25
cruzeiros. Depois assistiram a 12 cruzeiros de CinemaScope:
namoraram 6 cruzeiros de entrada e o resto a longo prazo. Um dia,
decorridos 85 000 cruzeiros de vida em comum — terminaram tudo, à
vista.

OS SEIS GANGSTERS DE CHICAGO

O primeiro gangster chegou na janela, apontou a metralhadora
para a rua: BANG — BANG — BANG — BANG — BANG — BANG —
BANG — BANG — BANG — BANG!
O segundo gangster escondeu-se atrás do prédio da esquina e
reagiu imediatamente: BENG — BENG — BENG — BENG — BENG
— BENG — BENG — BENG -- BENG!
O terceiro gangster surgiu no prédio em frente e começou a atirar:
BING — BING — BING — BING — BING — BING ---- BING ----
BING — BING — BING — BING!
Foi quando se ouviu, lá no terraço, o quarto gangster em ação:
BONG — BONG — BONG — BONG — BONG — BONG — BONG —
BONG — BONG — BONG -- BONG!
O quinto gangster saiu do banco empunhando a sua metralhadora
de mão e atirou nos policiais que cercavam o prédio: BUNG — BUNG
— BUNG — BUNG — BUNG — BUNG — BUNG — BUNG —
BUNG — BUNG — BUNG!
O sexto gangster ficou completamente impassível porque não
havia mais vogais.

QUARTO DE HOTEL

Quando o gerente, atendendo à reclamação dos outros hóspedes,
chegou à porta do 505, ouviu exatamente" um homem" e uma mulher
falando em voz alta. Dizia o homem: "meu amor", respondia a mulher:
"my love"; dizia o homem "minha querida", respondia a mulher "my
darling"; dizia o homem "minha vida", respondia a mulher "my life";
dizia o homem "meu sonho", respondia a mulher "my dream". Foi aí
que o gerente^se irritou, usou a chave-mestra, invadiu o apartamento
para tomar uma atitude. Foi então que o gerente ficou com uma cara
deste tamanho, quando o professor pediu licença à sua aluna e lhe
perguntou se também queria aprender inglês.

A MÁQUINA

Diante do gigante de aço, um homem gesticulava:
— Como o senhor está vendo, esta máquina faz tudo ao mesmo
tempo. Este tubo aqui exala um ar quente que, em contato com o
monóxido de carbono que passa por esse outro tubo, impulsiona
esse pequeno gancho que fricciona essa pedrinha aqui, provocando a
faísca que inflama o combustível. Este desce por esse cano e vai
impulsionar os motores que giram a uma velocidade de 3 728 rotações
por segundo. Estes pratos provocam um calor que movimenta estes
motores que funcionam a jato, enquanto que este dínamo gera
eletricidade própria. Tudo funcionando normalmente, produz um
resultado consideravelmente satisfatório, pois essa máquina fabrica
1100 pães de forma por minuto, 350 mostradores de relógios, 810
alfinetes de cabeça, 25 máquinas de escrever, 986 cabos de vassoura,
além de pequenos pares de peças para aviões bimotores.
O visitante ficou boquiaberto:
— Mas isso é fantástico! E como é que se faz funcionar essa
máquina?
O inventor esfregou as mãos de contente e respondeu:
— Muito simples. Basta apertar esse botãozinho aqui.
O visitante, cheio de curiosidade, quase que implorando:
— Então, o senhor podia me dar uma demonstraçãozinha?
O inventor, mudando a fisionomia, completamente triste:
— Infelizmente ainda não descobri como fazer funcionar este
maldito botão.

A DÚVIDA

O marido já não acreditava mais naquela história de dentista.
Primeiro, era uma vez por semana, depois passou a três e agora era
todo dia.
A desculpa não variava nunca:
— Querido, hoje vou ao dentista.
Foi por isso que resolveu tirar tudo a limpo. Quando a esposa se
arrumou e saiu, ele resolveu segui-la. Meia hora depois entrava num
prédio, pegava um elevador e entrava num consultório de dentista. Foi
aí que ele passou a dormir calmamente e a viver tranqüilo. E foi aí que
ela passou a ter mais liberdade de traí-lo com o dentista.

O ENCONTRO

O telefone tocou, ele atendeu, marcaram encontro. Fez a barba,
tomou banho, vestiu-se. Há uma semana que não via a noiva e hoje
era domingo, dia de ir ao cinema com ela. Apertou o botão, esperou o
elevador, desceu, alcançou a rua e foi esperar o ônibus. Fez baldeação
e chegou lá duas horas depois. Meyer. Ainda teve de esperar quarenta
minutos para que ela acabasse de se arrumar. Sua futura sogra serviu-
lhe um cafezinho na varanda, seu futuro sogro conversou com ele
sobre a situação internacional, depois leu um jornal, depois ela
apareceu. Saíram apressados. O cinema era logo ali na esquina. Foram
correndo. Ele entrou na fila e ela ficou esperando perto da portaria.
Trinta e oito minutos depois ele apareceu com os ingressos na mão.
Entraram. No salão escuro o vagalume indicou: "um lugar". Ela então
correu e sentou.

A MULHER EXEMPLAR

Antes de tudo, linda. Esbelta. Elegante. Um olhar inteligente.
Lábios frescos, bem vermelhos. Pele rosada. Cabelos castanho-claros.
Jóias caríssimas. Não fumava. Não bebia. Não jogava. Centenas de
pessoas paravam para admirá-la. Era discutida. Na maioria das vezes
elogiada. Enaltecida. Permanecia impassível. Indiferente. Seus olhos
azuis pareciam brilhar de orgulho. Incapaz de dar um sorriso para
quem quer que a fitasse. Era um quadro.

VIOLÊNCIA

Segurou a moça pelo braço e fê-la deitar-se. Depois deu-lhe vários
puxões no pescoço. Ela gritou. Ele não teve a menor reação. Passou a
dar-lhe tapas no rosto. Ela tentou retirar-se, mas ele segurou-a
violentamente e colocou-a de costas. Puxou-lhe as pernas, os braços, e
começou a dar-lhe socos nas costas. Depois de algum tempo, disse
apenas:
— Agora pode ir.
Era massagista.
































PEQUENO DICIONÁRIO IMBECIL -JÔ SOARES


PEQUENO DICIONÁRIO IMBECIL 

A  

Antibióticos — Guerreiros nômades que se levantaram contra os bios,antigos habitantes da Biologia.

Auto-escola — Colégio onde as pessoas têm que aprender tudo sozinhas.

B

Baixo-relevo — Pessoas de destaque nascidas nos Países Baixos.

Barulho — Alucinação do ouvido. Também ruídos que se escutam num bar.

C

Calendário — Recipiente famoso onde os antigos guardavam a cal.

Canícula — Pequena cadela que habita a zona tórrida.

Circunflexo — Flecha em forma de círculo usada pelos saltimbancos.

D

Decalcomania — Hábito compulsivo de marcar com os dedos todos os
objetos.

Discriminar — Inocentar alguém de um crime.

E

Elefantíase — Neurose muito comum nos elefantes.
Escadaria — (Do

latim: ex, o que já foi e caddria, cadeira.) Móvel de sentar que não serve mais.
Espírito — (Presença de) — Aparição de um.

F

Falsidade — Mentira a respeito da data do nascimento.
Fantasma — (Do etrusco fan e ashma) Indivíduo que adora a asma.
Fundamental — Arte de mergulhar até o fundo de um rio ou mar, através
da força da mente.

G

Gravidade — (Lei da) Projeto legal do direito romano usado na Idade

Média e que proibia as pessoas de voar.

H

Hipopótamo — (Do grego Hipo, pequeno e póthamos, pote). Vaso
pequeno.
Hormônio — Secreção glandular igual às outras.

I
Incidente — Parte incisiva da arcada dentária.

J

Jovial — (Referente a Jó) Pessoa que encontra alegria na paciência.

L

Lacrimogênio — Pessoa de elevado Q.I. ou de grande inteligência que
tem o hábito de chorar constantemente.
Lentilhas — Pequenas lentes de contato.
Lição — Aumentativo de liça, torneio medieval. Como hoje se diz "Puxa,
que jogão", antigamente dizia-se "Puxa! que lição!"
Logaritmo — Antiga marcação musical usada pelos romanos para identificar um tipo de dança, o "Loga". Daí Loga ritmo.

M

Matusalém — Província espanhola que fica depois da cidade de Matus.
Maquete — Corruptela de má enquete. Uma enquete malfeita.
Matrícula — Antigo arcabuz que possuía três culatras.
Monomania — Hábito de colecionar macacos.
Menoscabar — Ato de diminuir o cabo de um objeto.
Mesada — Atitude violenta de atirar uma mesa sobre alguém ou alguma
coisa.
Metropolitano — Napolitano que só anda de metrô.

N

Nababesco — Babador grande usado pelos imperadores da Babilônia.
Nadador — Pessoa que não gosta de fazer nada. Indolente.
Nativo — Tipo de leite que produz muita nata.
Naturalidade — Maneira natural que as pessoas usam para aparentar a
idade que têm.

O

Obus — Pequeno ônibus muito rápido.
Organograma — Antiga medida de peso que os italianos usavam para
pesar os órgãos das catedrais.
Objeção — Ato de impedir alguém de tomar uma injeção.
Ocasião — Antiga escola secreta de marginais que ensinava as pessoas a
roubar. "A Ocasião faz o ladrão".
Oceania — Hábito que algumas pessoas têm de tomar banho de mar.
Oleoduto — O mesmo que loção para bronzear.
Onça — Mamífero felino que antigamente era utilizado como medida de
peso.

P

Paciente — Nome dado aos antigos escavadores que procuravam
civilizações perdidas, devido a sua grande habilidade no uso da pá.
Parênteses — Pessoas da mesma família que têm por hábito guardar seus
segredos: "Que fique tudo entre parênteses".
Pelicano — Nome dado aos fabricantes de luvas de pelica.
Perímetro — Aparelho usado para medir as longas caminhadas a pé.

Q

Quarentena — Senhora de meia-idade. Estar de quarentena: ato de
namorar uma pessoa de meia-idade.
Quebrador — Espécie de cobrador que arrebenta tudo quando não recebe
o que lhe é devido.

R

Radioatividade — Associação que reúne todos os técnicos que se
especializam no conserto de aparelhos transmissores de radiodifusão.
Ratoeira — O mesmo que sujeira. Fazer uma ratoeira com alguém.
Remador — Nota musical produzida por alguns instrumentos antigos e
que fica situada entre o remenor e o remaior. (Pronuncia-se ré menor, ré
mador e ré maior.)

S

Sala — (Do latim sala, salaé). Antiga medida usada pelos romanos.
"Aquela casa tem quatro salas".
Sola — Temido chefe bárbaro huno, irmão de Átila. Tinha o hábito de
invadir violentamente as fortalezas inimigas. "Entrar de Sola", isto é:
entrar em algum lugar violentamente, à maneira de Sola.
Sub-repticiamente — Habilidade de caminhar sem fazer ruído por baixo
de répteis. Chegar sub-repticiamente.

T

Tempo — O mesmo que dinheiro. Tempo é dinheiro.
Trinado — Império governado por três soberanos. Depois da morte de
Júlio César, Marco Antônio, Brutus e Cassius formaram um trinado.

U

Ultrajado — Indivíduo que se veste sempre com o traje que está na
última moda.
Ultravioleta — Flor da família das violetas, muito mais roxa do que as
outras.
Usufruto — Frutas meio passadas vendidas no final da feira.
Utilidade — Idade ideal das pessoas. Ex.: Aquele homem é de grande
utilidade.

V

Vaivém — O mesmo que vem e vai, só que ao contrário.
Vendaval —Venda grande. O mesmo que supermercado.
Via Látea — Caminho usado
pelas vacas quando vão dar leite.

X

Xadrez — Jogo que algumas pessoas usam como roupa. Ex.: Ele só se
veste de xadrez.
Xilofone — Telefone antigo que causou espanto quando apresentado pela
primeira vez na Espanha: Xi! lo fone!!

Z

Zebra — Bicho muito encontrado na África e nos volantes de loteria
esportiva.
Ziguezaguear — Ato de driblar um zagueiro.
Zoológico — Lugar onde alguns animais vivem e que foi planificado com muito bom senso.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

ADIVINHAS COM TUDO SOBRE COMES E BEBES





Quando é que a carne de boi vira ave?

Quando é patinho.

Qual o chá preferido dos marcianos?

O chá marte.

O que é que não se come e é bom para comer?

Os talheres.

Qual o tipo de queijo que mais sofre?

O queijo ralado.

Qual é a fruta que tem semente fora da casca?

O caju.
Qual é a manga que nunca amadurece?

A manga de camisa.

Por que não se deve colocar um quibe no freezer?

Porque ele “esfirra”.

Qual o tipo de alimento que o político mais gosta?

As massas.

Para que o tomate vai ao banco?

Para tirar extrato.

Qual a fruta preferida do lobisomem?

A uiva.

O que os mortos comem e se os vivos comerem acabam morrendo?

Nada.

Dois litros de leite atravessaram a rua e foram atropelados. Um morreu e o outro não. Por quê?

Porque um deles era longa vida.


Qual é o doce que lembra a lista telefônica?

Mil-folhas.

Qual é o prato que a dona-de-casa capricha, capricha, mas não consegue faer direito?

A torta.

Qual é o doce que os aviadores querem ser?

Brigadeiro.

Quais são os doces que os namorados mais gostam?

Beijinhos e suspiros.
O que é que pula, pula, pula e depois se veste de noiva?

A pipoca.

O que se quebra com um ovo, mas não se quebra com uma pedra?

O jejum.

Qual é a melhor coisa pra se colocar em torta?

A boca.

Qual a comida que liga e desliga?

O estrogON-OFF.
Quando é que o doce é mais gostoso?

Quando é doce “deleite”.

Qual é a bebida que está sempre dando mau conselho?

Mate.

Qual é a fruta que no começo é ruim, mas no fim é boa?

Maçã. (Má - sã).

Uma casinha branca, sem porta nem tranca. O que é?

O ovo.

Qual é a comida mais brava do mundo?

A pamonha, porque tem de ir amarrada para a panela.

Qual o único líquido que pode ser seco?

O vinho seco.


Qual é o rio que é uma fruta ácida?

“So-limões”.
Por que é importante ferver a água antes de beber?

Porque é impossível ferve-la depois de beber.

Quando é que leite vira música?

Quando é “só-nata”.
Qual é o pão que não alimenta?

O pão-duro.

Quando o arroz é santo?

Quando ele vira papa.

Qual o alimento que tem no início a primeira letra do alfabeto e no fim a última letra?

O arroz.

Qual é a flor que gosta de alimentar?

O copo-de-leite.

Qual é o vinho que não tem álcool?

Ovinho de codorna.