segunda-feira, 21 de abril de 2025

RUMPELSTILZINHO CONTO DOS IRMÃOS GRIMM


Houve, uma vez, um moleiro que era muito pobre e tinha uma filha muito bonita. Certa vez, aconteceu-lhe falar com o rei e, para dar-se importância, disse-lhe:
- Eu tenho uma filha capaz de fiar e transformar em ouro a simples palha .
O rei, arregalando os olhos, pensou consigo mesmo: "Esse é um negócio excelente para mim!," pois ele era um poço de ambição o nada lhe chegava. Então, disse ao moleiro:
- Se tua filha é na realidade tão engenhosa como dizes, traze-a amanhã ao palácio; quero submetê-la a uma prova.
No dia seguinte, a moça foi apresentada ao rei, o qual a conduziu a uma sala cheia de palha até ao forro, tendo lá uma roca de fiar num canto.
- Senta-te aí ao pé dessa roca de fiar, - disse o rei; - já que sabes transformar a palha em ouro, põe-te a trabalhar e, se até amanhã cedo não me tiveres produzido todo esse ouro, serás condenada à morte.
Trancou a sala e foi-se embora sem mais uma palavra. A pobrezinha ficou só, na maior aflição deste mundo, pois nunca imaginara que se pudesse transformar palha em ouro e, sua aflição aumentando cada vez mais, pôs-se a chorar desconsoladamente. Nisso a porta rangeu e apareceu um gnomo muito lampeiro, dizendo:
- Boa noite, linda moleira; por quê estás chorando assim?
- Ai de mim, - soluçou ela; - o rei mandou-me transformar toda esta palha em ouro e eu não sei fazê-lo.
- Hum! - disse o gnomo sorrindo brejeiro; - que me dás se eu fiar tudo como o rei deseja?
- Oh, meu amiguinho, - respondeu ela; - dou-te o meu colar.
O gnomo tomou o colar, examinou-o detidamente, guardou-o no bolso e, em seguida, sentou-se à roca: frr, frr, frr, fazia a roda, que girou três vezes, enchendo o fuso de fios de ouro. Fez girar mais três vezes: frr, frr, frr, e este outro fuso também logo ficou cheio; e assim trabalhou até que, pela madrugada, tinha desaparecido a palha, só ficando os fusos cheios de fios de ouro.
Quando, ao nascer do sol, o rei foi à sala ver se suas ordens haviam sido cumpridas, ficou extasiado ao ver todo aquele ouro. Mas não se contentou, de coração ávido e ambicioso, desejou possuir ainda mais. Levou a moça para outra sala, ainda maior, que estava cheia de palha até ao teto e tornou a ordenar-lhe que fiasse aquilo tudo durante a noite, se tinha amor à vida.
A pobre moça não sabia para que santo apelar e desatou outra vez num choro amargurado; mas eis que novamente a porta rangeu e o gnomo tornou a aparecer, perguntando:
- Mais palha para fiar? Que me dás agora se eu fizer o mesmo trabalho de ontem?
- Dou-te este anel que trago no dedo, - disse ela, apresentando-lhe o anel.
O gnomo tomou o anel, examinou bem e depois recomeçou o zumbido da roda; ao raiar do dia, toda aquela palha estava transformada em fios de ouro puro e brilhante.
O rei, muito cedo, foi ver o trabalho e exultou de alegria vendo aquela pilha de ouro. Sua ambição, porém, era desmedida; levou a moça para uma terceira sala, maior que as outras, tão cheia de palha que só ficara um cantinho para a roca de fiar.
- Aí tens a palha que deves fiar durante esta noite; se o conseguires, casar-me-ei contigo. - "Embora seja filha de um simples moleiro, - pensava consigo mesmo o rei, - uma esposa mais rica não encontrarei no mundo todo!"
Assim que ficou só, a moça esperou que aparecesse o gnomo; este não tardou.
- Hum! Temos mais serviço hoje? O que me dás se eu te fiar toda esta palha?
- Nada mais possuo, - disse ela tristemente; - já te dei tudo quanto tinha comigo.
- Nesse caso, promete-me que me darás teu primeiro filho quando fores rainha.
A moça pensou: "Quem sabe lá se me tornarei rainha algum dia!" E, para sair-se daquele apuro, prometeu ao gnomo tudo o que ele quis. No mesmo instante, o gnomo se pôs a fiar e, em pouco tempo, transformou toda a palha em ouro.
Quando pela manhã bem cedo o rei chegou e viu tudo executado conforme seu desejo, ficou radiante de alegria e, cumprindo o que prometera, casou-se com a filha do moleiro, que assim se tornou rainha.
Decorrido um ano, a rainha teve um filho lindo como os amores; estava tão feliz que já não se lembrava da promessa feita ao gnomo; mas este não se esquecera, entrou no quarto da rainha e disse-lhe:
- Por três vezes ajudei-te! Agora dá-me o que me prometeste.
A rainha ficou apavorada e ofereceu-lhe todas as riquezas do reino para que lhe deixasse aquele amor de criança; mas o gnomo, implacável disse:,
- Não, não. Prefiro uma criaturinha viva a todos os tesouros do mundo.
Então a rainha desatou a chorar e a lastimar-se de causar dó. O gnomo, condoído de sua grande dor, disse-lhe:
- Está bem! Concedo-te três dias de prazo; se antes de vencer este prazo conseguires adivinhar meu nome, poderás ficar com a criança.
A rainha encheu-se de esperança; passou a noite inteira pensando em todos os nomes que conhecia ou que ouvira mencionar; além disso, expediu vários mensageiros que percorressem o reino todo e perguntassem os nomes de quantos existiam.
No dia seguinte, o gnomo apareceu e ela foi dizendo os nomes que sabia, a começar por Gaspar, Melchior, Baltazar, Benjamim, Jeremias e todos os que lhe ocorria no momento, mas a cada um, o gnomo exclamava:
- Não. Não é esse o meu nome.
No segundo dia, a rainha mandou perguntar o nome de todos os cidadãos das circunvizinhanças e repetiu ao gnomo os nomes mais incomuns e extravagantes.
- Chamas-te, acaso, Leite-de-Galinha, Costela-de- Carneiro, Unha-de-boi ou Osso-de-baleia?
Mas a resposta do gnomo não variava:
- Não. Não é esse o meu nome.
No terceiro dia, chegou o mensageiro e disse-lhe:
Percorri todo o reino e não descobri nenhum nome novo. Mas, passando ao pé de uma montanha, justamente na curva onde a raposa e a lebre se dizem boa-noite, avistei uma casinha muito pequenina; diante da casinha havia uma fogueira em volta da qual estava um gnomo muito grotesco a dançar e pular com uma perna só. Estava cantando:
- Hoje faço o pão, amanhã a cerveja;
a melhor é minha.
Depois de amanhã ganho o filho da rainha.
Que bom que ninguém sabe direitinho
que meu nome é Rumpelstilzinho!
Podeis bem imaginar a alegria da rainha ao ouvir essa história; decorou-a e quando, pouco depois, a porta rangeu e apareceu o gnomo a perguntar:
- Então, minha Rainha, já descobriste o meu nome?
A rainha para disfarçar, começou por dizer:
- Chamas-te Conrado?
- Não.
- Chamas-te Henrique?
- Não.
- Não te chamas, por acaso, Rumpelstilzinho?
Ao ouvir seu nome, o gnomo ficou assombrado; depois teve um acesso de cólera e berrou:
- Foi o diabo quem te contou; foi o diabo quem te contou!
E bateu o pé no chão com tanta força que rompeu o assoalho e afundou até à cintura. Ele, então, desesperado, agarrou o pé esquerdo com as duas mãos e puxou tanto que acabou rasgando-se ao meio.
Desde esse dia, a rainha viveu tranquilamente com o seu filhinho.

MORRE PAPA FRANCISCO O PAI DOS POETAS


Nascido em Buenos Aires, filho do vento ,
Jorge Mario, nome de raiz e semente
Nas letras encontrou seu primeiro ofício:
Professor de sonhos, mestre do viver

"Escrevam contos, deixem o coração!"
Borges sorriu nos prefácios do mundo,
Enquanto o rock dos Beatles ecoava no fundo.
Nos corredores de Santa Fé, a lição
Das salas de aula ao altar do Senhor,
Levou a poesia como fiel condutor

Das salas de aula ao altar do Senhor,
Levou a poesia como fiel condutor.
"Viva a poesia!", gritou ao mundo árido,
Luz nas trevas, verso como abrigo.

Na Amazônia, ecoou Neruda e Vinícius,
Sílabas d'água, encontros de ofícios.
Fratelli Tutti, irmandade em versos,
A arte do abraço contra o universo

Cardeal Fernández testemunhou:
"Foi seu oásis quando o cansaço chegou".
Não torre de marfim, mas chão pulsante,
Poesia que desborda, transbordante

Aos poetas pediu: "Sonhem por nós!",
Contra a secura dos dias sem voz.
Na cátedra das letras, seu desejo arde:
Que a vida seja verso, não fruto seco e tarde

Hoje, entre afrescos e salões antigos,
Seus escritos são sementes de peregrinos.
Francisco, pastor de palavras vivas,
Na trama do mundo, fez da poesia esquina

Hoje o vento de Roma parou,
e o Gemelli guardou seu suspiro final.
Bronquite, pulmões de juventude cortados,
quarenta dias de oxigênio e versos não ditos

Pneumonia bilateral — dois pulmões de guerra,
rins cansados, joelhos que cediam à terra.
Mas quem viu o poeta da cátedra maior
sabe: a morte não cala quem fala em amor


Doze anos de "Viva a poesia!" ecoando,
Amazônia em versos, irmãos em abraços.
Morre o homem, fica o canto:
Francisco, raiz de Buenos Aires no Vaticano

Aos 88 anos, partiu sem renúncia, sem fuga,
com a mesma coragem do verso que luta.
Deixou nas mãos de Deus — e nos poetas —
o desafio: fazer da vida sempre uma esquina aberta.

(21 de abril de 2025: o dia em que o verso virou memória,
e a Igreja chorou em sonetos sua história.

Máximas do Papa Francisco:

"Se uma pessoa é gay, busca o Senhor e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?"
Frase emblemática que marcou seu papado, proferida em 2013, destacando uma postura inclusiva.

"Eu não queria ser papa"
Declaração feita após sua eleição, refletindo humildade e surpresa diante do cargo

A realidade pode mudar. Procurem ser vocês os primeiros a praticar o bem"
Enfatiza a importância da ação individual na transformação social

domingo, 20 de abril de 2025

PIADAS DE PAPAGAIO

1. Papagaio ou pica-pau?

Um homem foi a uma loja de animais para comprar um papagaio para sua filha. Chegando lá, viu alguns papagaios e um pica-pau sendo vendido a um valor bem mais alto. Curioso sobre a diferença de preço, ele perguntou ao vendedor:

Olá. Ei, por que o pica-pau é tão mais caro, se são os papagaios que falam?
- É que os papagaios falam, mas o pica-pau sabe código morse.


2. Cuidado com o papagaio!

Em seu primeiro dia de trabalho, um jovem carteiro chegou a um condomínio onde precisaria entregar as correspondências na porta de cada casa. Logo na primeira residência, ele se deparou com a placa "Cuidado com o papagaio!". Sem ver nenhuma ave por perto, ele seguiu para entregar as demais cartas.

Na segunda porta, novamente o aviso "Cuidado com o papagaio!". E na terceira, na quarta e assim por diante. Curioso e achando quase engraçado, o carteiro chegou à última casa do prédio. Ele viu um papagaio num poleiro ao lado da porta. Sem entender o perigo, ele entrou no jardim da casa para deixar as cartas no pé da porta. Antes que pudesse investigar qual seria o perigo do papagaio, a ave começou a gritar:

 "PEGA REX! PEGA REX!". E um cachorro enorme saiu correndo atrás do carteiro.


3-O papagaio surdo

Um homem entra na loja de pets e fala com o vendedor:

- Boa tarde, eu gostaria de levar um papagaio que não fale palavrão.

O vendedor pediu para que o cliente aguardasse um pouco e voltou com uma ave consigo.

- Pode levar esse aqui, porque como ele é surdo não irá xingar. 

O homem ficou satisfeito e foi embora contente. Dois meses depois ele volta e reclama com o vendedor.

-O senhor me deu aquele papagio surdo, porque assim ele não xingaria. Mas acontece que toda vez que eu chego do trabalho e ele me olha, começa a falar "Corno, Corno, Corno".

Eis que o vendedor respondeu:

- Ué, senhor, o papagaio é surdo, mas não é cego.


4-Papagaio poliglota

Um menino virou para o amigo e disse:

- Sabia que se eu levantar a perna direita do meu papagaio, ele fala inglês, mas se eu levantar a esquerda, ele fala francês?

Curioso, o amigo perguntou:

- E se você levantar a duas?

- Aí ele me derruba, idiota! Respondeu o papagaio.